Brasil e Ìndia devem se unir para tornar etanol uma commodity global, diz ministro Bento Albuquerque

Brasil tem grandes oportunidades para investidores, com investimentos projetados para os setores nos próximos 30 anos de R$ 1 trilhão
Publicado em 23/01/2020 15:51

Brasil e Índia, os dois maiores produtores de cana-de-açúcar no mundo, devem se unir para globalizar o etanol, de acordo com o ministro de Minas e Energia brasileiro, Bento Albuquerque. Durante apresentação em Nova Délhi com presença do ministro de Energia e Recursos Novos e Renováveis da Índia, Raj Kumar Singh, Albuquerque afirmou, de acordo com comunicado do MME: "O Brasil é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar; a Índia possui a maior indústria de açúcar do mundo. Proponho que unamos nossos esforços para tornar o etanol uma commodity global”.

Ele destacou que o Brasil tem grandes oportunidades para investidores, inclusive nos setores de petróleo e gás - os investimentos projetados para os setores nos próximos 30 anos chegam a R$ 1 trilhão.

Albuquerque estimou, ainda, que a demanda brasileira por energia cresça 3,8% ao ano até 2029, e disse que o desafio do País é unir a segurança energética ao desenvolvimento sustentável - a meta é que energias renováveis representem 48% do total do País até 2029.

Além do etanol, o ministro citou uma série de outras matrizes energéticas para diversificar as fontes do país, como eólica e nuclear - essa última teria passado a ser prioridade no governo atual em decorrência das amplas reservas de urânio do País e das baixas emissões. "O futuro é diversificação", disse ele.

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Fonte:
Estadão Conteúdo

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