Soja dispara em Chicago nesta 3ª, com piora das lavouras nos EUA e forte alta do óleo
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Os futuros da soja operam em alta nesta terça-feira (1) na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela continuidade da demanda pela oleaginosa norte-americana. O movimento também encontra apoio na valorização de outros produtos do complexo, especialmente o óleo de soja.
As cotações registravam ganhos de mais de 12 pontos na manhã de hoje e, por volta de 7h30 (horário de Brasília), o contrato novembro já alcançava os US$ 13,00 por bushel. No mesmo momento, o março tinha US$ 13,21 e o maio, US$ 13,25 por bushel.
O relatório mais recente do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou uma nova deterioração das condições da soja. O índice de campos classificados entre bons e excelentes caiu para 58%, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior. O mercado entra agora na reta final do desenvolvimento das plantas, aumentando a atenção dos traders para o potencial produtivo da safra.
Além da piora das condições, as previsões indicam temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal em boa parte do cinturão produtor durante setembro, mantendo o clima como um dos principais fatores de risco para a definição da produtividade norte-americana.
Do lado da demanda, o mercado continua encontrando sustentação no interesse pelos produtos norte-americanos. As compras e o processamento interno seguem importantes para a formação dos preços, especialmente diante de um cenário de forte demanda por óleo de soja ligado ao setor de biocombustíveis.
O USDA, inclusive, elevou sua projeção de esmagamento de soja nos EUA para a temporada 2026/27, em meio às margens favoráveis e à expectativa de maior consumo.
A soja também acompanha o movimento positivo observado em partes do complexo agrícola. O óleo de soja aparece entre os destaques, favorecendo as cotações da matéria-prima diante da forte demanda energética e da valorização do petróleo. Os ganhos do óleo passam de 1,5% nesta segunda.
O trigo, por sua vez, sobe também mais de 1%, depois das baixas registradas ontem, em um movimento de correção e realização de lucros. Novas discussões envolvendo a retomada dos embarques pelo Mar Negro permanecem no foco.
Com isso, o mercado de soja mantém o viés positivo, equilibrando de um lado a perspectiva de uma grande produção norte-americana e, de outro, os sinais de deterioração das lavouras, o risco climático para setembro e uma demanda que permanece dando sustentação aos preços.
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