Soja recua em Chicago nesta 5ª (27), com movimento de realização de lucros após disparada na sessão anterior
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em baixa nesta quinta-feira (27), em um movimento de realização de lucros após a forte disparada registrada na sessão anterior, liderada pelo trigo. Ontem, os contratos da oleaginosa avançaram entre 20 e 28,5 pontos, levando os vencimentos a novas em meses, acompanhando ganhos de mais de 2% do cereal.
Depois da arrancada, o mercado passa por um ajuste técnico, com investidores aproveitando os preços mais elevados para realizar parte dos lucros acumulados. O movimento ocorre em uma sessão na qual os traders também seguem atentos ao comportamento dos demais grãos e aos fundamentos da safra norte-americana.
As posições mais negociadas, por volta de 7h35 (horário de Brasília), recuavam entre 7,25 e 8,25 pontos, o que trazia o novembro de volta aos US$ 12,58 e o março/27 a US$ 12,79 por bushel. Nesta quarta, os contratos março e maio chegaram a se aproximar dos US$ 13,00, dando boas chances de comercialização ao produtor no Brasil.
A forte valorização de quarta-feira teve entre seus principais estímulos a preocupação com a oferta global de grãos diante do agravamento das tensões no Mar Negro. O trigo chegou ao limite diário de alta em Chicago, puxando não só a soja, mas também o milho na carona dos ganhos.
No caso específico da soja, a demanda também continua no radar. Na quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou uma venda privada de 333 mil toneladas de soja norte-americana para a China, com entrega na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado vinha encontrando sustentação nas preocupações com as condições das lavouras dos Estados Unidos e nas expectativas de novas compras chinesas. Na terça-feira (25), a soja já havia registrado avanço superior a 1%, dando sequência a uma trajetória de valorização que ganhou força nos últimos pregões.
Assim, a queda desta quinta-feira é interpretada, neste primeiro momento, como um movimento técnico de correção após a forte alta, e não necessariamente como uma mudança no cenário fundamental da oleaginosa.
Os investidores continuam monitorando a evolução da safra norte-americana, o comportamento da demanda chinesa, as movimentações dos fundos e, principalmente, os desdobramentos geopolíticos envolvendo Rússia e Ucrânia, que podem continuar trazendo volatilidade para todo o complexo de grãos em Chicago.
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