Soja recua em Chicago, mas dólar e prêmios sustentam preços no Brasil perto dos R$ 150 nos portos
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terça-feira (11) com baixas de mais de 10 pontos nos principais contratos, em uma sessão bastante volátil e também marcada por um ajuste de posições antes da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será publicado nesta quarta-feira (12).
As perdas foram de 10,25 a 10,75 pontos nos principais contratos, levando o novembro a US$ 11,68 e o janeiro a US$ 11,84 por bushel.
Apesar da pressão sobre as cotações internacionais, o mercado brasileiro encontrou sustentação no dólar mais valorizado - também atuando como fator de pressão sobre as cotações na CBOT - e nos prêmios de exportação fortalecidos. Assim, os preços no Brasil, tanto no mercado de balcão, quanto nos portos, permaneceram muito próximos das referências do dia anterior. Nos portos, segundo o levantamento da Brandalizze Consulting, a soja disponível variava de R$ 146,50 até níveis próximos de R$ 150,00 por saca.
"O mercado segue comprador, com interesse por soja porque há ainda navios para serem completados que não foram totalmente fechados. O mercado de prêmios seguem nos melhores momentos do ano, variando de 150 a 170 pontos e os negócios têm fluído, inclusive com a safra nova", afirma o consultor de mercado Vlamir Brandalizze.
EM CHICAGO, PRESSÃO DO ÓLEO E ESPERA PELO USDA
A proximidade do relatório mantém os negócios mais técnicos e cautelosos em Chicago. O mercado busca principalmente novas indicações para a produção norte-americana de 2026/27, produtividade, estoques e exportações. A expectativa de analistas é de uma pequena revisão para baixo na área plantada, na produção, mas com os estoques finais projetados próximos da estimativa anterior.
"Em relação à produção e à produtividade nos EUA, entretanto, há divergências entre os analistas, com parte do mercado projetando números maiores diante das condições climáticas favoráveis observadas no fim de julho, enquanto outros consideram os impactos do calor registrado no início do mês", afirmou o Grupo Labhoro em seu boletim diário.
Ao mesmo tempo, as condições das lavouras americanas seguem no radar. O USDA informou na segunda-feira que 62% da soja dos EUA estava em condições boas ou excelentes até 9 de agosto, contra 63% na semana anterior. Embora a deterioração seja um fator de suporte, as condições ainda são consideradas favoráveis para o desenvolvimento da safra.
Do mesmo modo, o mercado em Chicago também foi pressionado pelo recuo do óleo, de mais de 1% nesta terça-feira. Mesmo com o petróleo subindo, as cotações do derivado chegaram a perder mais de 2% ao longo do pregão de hoje.
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