Soja cai em Chicago nesta 3ª feira e preços acompanham movimento no Brasil com pressão adicional do dólar
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O mercado da soja segue registrando uma sessão de estabilidade na Bolsa de Chicago no início da tarde desta terça-feira (14). Entre os contratos mais negociados, as perdas variavam de 2,75 a 5,25 pontos nos principais vencimentos, refletindo um movimento é de correção e realização de lucros, mas também reflete o mais recente relatório semanal de acompanhamenot de safra divulgado ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontou uma melhora marginal na qualidade das lavouras do Meio-Oeste americano.
O mercado estimava estabilidade ou até mesmo leve piora nas lavouras devido ao calor recente, mas os dados mostraram resiliência da safra americana. O índice dos campos de soja classificados como bons ou excelentes subiu de 64% para 65% em uma semana. Atualmente, 50% das lavouras estão em fase de florescimento e 19% já estão na fase de formação de vagens.
Assim, os contratos agosto e novembro voltavam aos US$ 11,92 por bushel. No mesmo momento, farelo e óleo invertiam os papeis, com o o óleo recuando 0,4% - para ser cotado a 70,91 cents de dólar por libra-peso - e o farelo subia 0,1% para US$ 315,40 por tonelada curta. Ainda em alta, o trigo avançava mais de 1% na CBOT, enquanto o milho também operava em campo negativo.
Os próximos cinco dias deverão ser de chuvas mais esparsas no Meio-Oeste americano, como mostra o mapa abaixo para o período de 14 a 19 julho, mas chega a regiões importantes de produção nos EUA.
Já para o período dos próximos 6 a 10 dias, considerando o intervalo de 19 a 23 de julho, as condições esperadas são menos críticas do que as esperadas na semana passada. Os mapas sinalizam ainda temperaturas acima da média, porém, menos intensas, e uma faixa de chuvas abaixo da média mais restrita do que também era sinalizado pelos mapas nos últimos dias.
Além do clima, os traders também monitoram a demanda chinesa. Ainda nesta segunda, o USDA confirmou mais vendas de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a nação asiática em movimentos que o mercado segue classificando ainda como político, mas que permanece como um ponto de suporte para as cotações.
No Brasil, porém, o dólar recua mais de 1% e pesa sobre a formação dos preços da soja. Os indicativos perdem um pouco de força em relação aos dos últimos dias, já que reflete a combinação de baixas não só da moeda americana, mas também na CBOT. "Nem mesmo os prêmios um pouco melhores sustentaram os preços", afirmou Vinícius Ferreira,a analista de mercado da Pátria Agronegócios.
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