Clima nos EUA e rumores da China fazem soja esticar ganhos nesta quarta em Chicago nesta 4ª

Publicado em 17/06/2026 07:52
Mercado segue acompanhando especulações de um tempo mais seco em julho no Corn Belt

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O mercado futuro da soja opera em alta na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (17), dando continuidade ao movimento de recuperação observado nas últimas sessões. Os investidores seguem ajustando suas posições, sustentados por preocupações climáticas no cinturão produtor norte-americano Corn Belt e rumores firmes de novas compras por parte da China nos Estados Unidos.

Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam de 6,75 a 7,50 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,37 e o agosto a US$ 11,41 por bushel.

As especulações e os mapas climáticos apontam para um período um pouco mais seco e quente em áreas produtoras dos Estados Unidos em julho e acenderam um sinal de alerta para o desenvolvimento inicial das lavouras, trazendo prêmio de risco para as cotações.

Além disso, e vindo como a faísca que o mercado esperava, rumores de novas movimentações de compra por parte do maior importador global no mercado norte-americano dão fôlego extra aos futuros, ajudando a contrabalancear a forte pressão exercida pela oferta confortável com a qual o mercado segue trabalhando. 

Após o susto do início da semana — quando um acordo diplomático entre EUA e Irã derrubou os preços do petróleo e arrastou o  complexeo, em especial os preços do óleo de soja, o mercado do farelo volta a operar em campo positivo nesta quarta, contribuindo para os ganhos do grão. 

No Brasil, o avanço em Chicago, somado à volatilidade cambial, tem dado suporte aos preços nos portos e praças do interior do país. O indicador Paranaguá, por exemplo, voltou a mostrar reações e opera na casa dos R$ 132,00 a R$ 133,00 por saca, melhorando ligeiramene as margens para os produtores que ainda seguram lotes da safra 2025/26. A safra 2026/27, no entanto, ainda preocupa um pouco mais. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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