Soja segue recuando em Chicago nesta 2ª, com mercado cauteloso diante da escalada das tensões no Oriente Médio
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O mercado da soja segue recuando na Bolsa de Chicago no pregão desta segunda-feira (8) e permanece bastante volátil. Ao longo dos negócios, os futuros da oleaginosa já testaram os dois lados da tabela, porém, logo voltaram a perder força e, por volta de 13h05 (horário de Brasília), perdiam entre 3 e 4,25 pontos nos principais contratos. Assim, o julho tinha US$ 11,17 e o agosto, US$ 11,22 por bushel.
A pressão sobre as cotações vem, principalmente, do avanço acelerado do plantio da safra nova nos Estados Unidos e de condições climáticas amplamente favoráveis no Meio-Oeste americano, o que eleva a expectativa de uma grande oferta.
"A CBOT opera com cautela na expectativa do relatório de progresso de safra do USDA que será divulgado hoje ao final do dia. Além disso, os derivados se equilibrando, com o óleo reagindo diante da alta do petróleo, enquanto o farelo segue em queda, matendo seu movimento da última semana", afirmou o analista da Pátria Agronegócios, João Vitor Bastos.
As baixas do farelo, no início da tarde de hoje, passavam de 1,5%, enquanto o óleo cedia pouco mais de 0,2% nas posições mais negociadas.
Além disso, os mercados seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio, com mais altas sendo registradas pelo petróleo nesta segunda-feira.
Irã e Israel trocaram ataques nas últimas horas e cenário volta a afastar a possibilidade de um acordo entre Teerã e Washington. O presidente americano Donald Trump afirmou que os países têm de parar os ataques imediatamente, enquanto uma nova escalada das tensões se desenha, deixando os mercados nervosos e na defensiva. Enquanto isso, permanece fechado - e considerada uma zona insegura e perigosa - o estreito de Ormuz e mantendo os mercados não só em alerta, mas distorcidos.
Diferente dos últimos meses, o "fator guerra" agora deixa os mercados com cautela redobrada, ajustando suas posições, vendendo parte delas, para estarem menos expostas à segurança e à incerteza, como explica o analista de mercado da Marex e da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin. Reveja sua entrevista no Bom Dia Agronegócio hoje:
No Brasil, as novas baixas em Chicago estão sendo compensadas, ao menos em partes, pelo dólar em alta. Nesta segunda-feira, a moeda americana voltou a subir e chega aos R$ 5,17, dando espaço a indicações melhores para a soja, principalmente da safra velha.
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