Soja tem leves baixas em Chicago nesta 3ª, mas muito atenta ao conflito no Oriente Médio

Publicado em 26/05/2026 06:53 e atualizado em 26/05/2026 11:00
Mercado atento aos ataques dos EUA ao Irã, classificados como "em defesa própria"

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A retomada dos negócios no mercado da soja na Bolsa de Chicago, depois do feriado do Memorial Day nos EUA, se deu com preços em queda. Na abertura do mercado, por volta de 21h (Brasília) de ontem, as cotações chegaram  perder mais de 10 pontos, porém, foi amenizando as perdas. Assim, por volta de 6h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (26), os futuros da oleaginosa perdiam de 2,25 e 4,25 pontos, levando o julho a US$ 11,92 e o agosto a US$ 11,91 por bushel.

A soja em grão acompanha as perdas dadas em todo o complexo, com farelo e óleo também caindo na CBOT. 

O mercado segue ainda muito influenciado pela geopolítica e os novos ataques nortes-americanos ao Irã - em meio às discussões de um possível acordo entre os dois países - volta a intensificar a volatilidade entre os mercados. No petróleo, baixas no WTI e altas de mais de 3% no brent, negociado na Bolsa de Londres, com US$ 96,46 por barril.

Em dois dias, o conflito no Oriente Médio chega a três meses e as tensões voltam a se escalar de forma expressiva no começo desta semana, devendo impactar os mercados de uma forma geral nos próximos dias. Agências internacionais noticiam que os EUA relatam os novos ataques a estruturas de lançamento de mísseis e a embarcações nos arredores do estreito de Ormuz em "defesa própria". 

Paralelamente, os fundamentos também seguem sendo monitorados pelos traders. Os olhos estão sobre o clima no Corn Belt, o desenvolvimento da nova safra americana e a demanda da China, com a possibilidade de novas compras feitas pelo país nos EUA ainda de soja da safra velha. Caso se confirmem, os preços da oleaginosa voltariam a se fortalecer em Chicago, segundo explicam analistas. 

Do  mesmo modo, porém, a soja brasileira ainda continua mais barata, mais competitiva para os compradores internacionais, o que já reflete em um programa de exportações do Brasil maior do o do ano passado. 

Todavia, para o mercado nacional, a atenção está sobre os prêmios, que já recuaram no início desta semana e pesaram sobre as cotações. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • CRISTIANO GRADE Ponta Grossa - PR

    Vocês precisam noticiar, afinal esse é o papel do Notícias Agrícolas. Mas sendo bem sincero: coitado do produtor. É tanta informação, tanto ruído, tanta manchete, que muitas vezes ele perde o foco do que realmente importa. E no fim, a conta continua chegando igual dentro da fazenda. O produtor fica esperando, esperando, tentando acertar o melhor momento… mas a verdade é que ninguém tem bola de cristal para acertar topo de mercado. Comercialização precisa parar de ser aposta e virar gestão. Produtor que adota gestão de risco como parte do seu dia a adia, sofre muito menos com esse barulho diário do mercado, porque deixa de depender de previsão e passa a proteger margem e resultado. E se ele não domina essas ferramentas, precisa buscar ajuda profissional. Hoje isso não é mais diferencial. É sobrevivência. Inclusive, é exatamente isso que faço na minha consultoria: política de hedge aplicada na prática, de forma individual e personalizada, com foco em proteção de margem e resultado. E faço junto no começo, porque meu objetivo não é criar dependência. É ensinar o produtor a tomar decisão com mais segurança e autonomia. Meu contato está no site: https://cgrade.com.br/

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