Soja acumula 4% de perdas em dois dias na Bolsa de Chicago e fecha nas mínimas de três semanas
![]()
Os preços da soja voltaram a cair na Bolsa de Chicago e terminaram este último pregão da semana, que foi marcada por intensa volatilidade, com perdas de 12,50 a 15,50 pontos - baixas de mais de 1% nos principais contratos, se distanciando ainda mais dos US$ 12,00 por bushel. O julho fechou o dia com US$ 11,77 e o agosto com US$ 11,76 por bushel.
O mercado deu sequência às perdas registradas na sessão anterior, quando foi duramente pressionado pelas notícias vindas da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada em Pequim nos últimos dois dias. As expectativas de que a nação asiática poderia fazer compras adicionais de soja americana vieram sendo alimentadas nas últimas semanas, porém, acabaram frustradas depois da reunião.
Os chefes de estado das duas maiores economias terminaram o encontro com sinais claros, mensagens importantes, entre elas um alinhamento sobre as tarifas sobre a oleaginosa dos EUA e, sobretudo, de que a demanda chinesa será mantida nos acordos já alinhados e sem grandes surpresas.
Assim, a soja veio - já desde esta quinta-feira (14) quando perdeu quase 3% na CBOT - devolvendo boa parte do que subiu nos últimos meses, perdeu os US$ 12 e acumulou duas sessões de perdas expressivas. Somente em relação a esta quarta-feira (13), antes do início das grandes baixas, a perda do contrato julho foi de 4% e do agosto, de 3,7%. Na comparação com a última sexta-feira (8), as baixas acumuladas são de 2,7% e 2,2%, respectivamente.
Com estas perdas, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram às suas mínimas em três semanas.
"O mercado sobe no boato e cai no fato. No fim, não havia nada além de especulação sobre compras adicionais de soja. Os fundos vinham apostando em grandes posições compradas na soja e agora começam a liquidar parte deste movimento. A tendência é de que agora o norte dos mercados volte a ser dos fundamentos", afirma o time de análises da Agrinvest Commodities.
Ainda nesta sexta-feira, e também desde ontem, o mercado da soja acompanhou o movimento de seus vizinhos. Somente neste pregão, o milho despencou mais 2% e o trigo, mais 3%. O óleo também fechou no vermelho, porém, o farelo foi o elo forte do complexo e fechou em campo positivo.
Assim, a semana termina, novamente, com a influência dura e pesada da geopolítica, desta vez de olho nas relações comerciais entre China e EUA. A análise dos especialistas é de que Trump deixou Pequim com poucas vitórias.
Permanecem no radar dos traders a evolução da safra nos EUA, o clima no Meio-Oeste americano - que até aqui seguem sem mostrar grandes ameaças à safra 2026/27 - os conflitos no Oriente Médio, o movimento dos preços do petróleo e o ritmo da comercialização, tanto nos EUA, quanto no Brasil.
E também nos últimos dias, o dólar voltou a subir forte no Brasil, fechou a semana com R$ 5,07 e alta de, somente nesta sexta, 1,6%, o que também passou a pesar sobre as cotações.
0 comentário
Soja acumula 4% de perdas em dois dias na Bolsa de Chicago e fecha nas mínimas de três semanas
SLC Agrícola buscará mitigar riscos na safra 2026/27 com El Niño e custos altos de adubo
Soja segue recuando em Chicago nesta 6ª com expectativas frustradas sobre a China
Indicação de que a China não vai comprar mais soja dos Estados Unidos faz cotações despencarem em Chicago nesta quinta-feira
Soja despenca mais de 30 pts em Chicago sem anúncio de novas compras adicionais da China nos EUA
USDA informa nova venda de 252 mil t de soja nesta 5ª feira (14)