Commodities agrícolas despencam com possível acordo Irã x EUA e reabertura de Ormuz; açúcar lidera perdas
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As commodities agrícolas registram uma agressiva e generalizada queda nesta manhã de quarta-feira (6) acompanhando a despencada do petróleo diante das notícias de que Irã e Estados Unidos estão muito próximos de um acordo, contemplando, inclusive a reabertura do estreito de Ormuz. Perto de 9h45 (horário de Brasília), as perdas no petróleo eram de 7,6% no WTI, para US$ 94,46 por barril, e de 6,75 no brent, para US$ 102,52. Mais cedo, as perdas chegaram a passar de 10%, tirando os patamares dos US$ 90,00 e dos US$ 100,00, respectivamente, do WTI e do brent.
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No mesmo momento, o dólar index perdia 0,6%, voltando aos 97.767 pontos, enquanto no Brasil, a moeda americana chegou a abrir o dia em queda, amenizou as perdas e, logo em seguida, passou a operar com estabilidade, de olho nas operações do Banco Central. Assim, a divisa tinha alta de 0,23% e valia R$ 4,92.
Entre as commodities agrícolas, quem liderava as perdas era o açúcar, caindo mais de 4% na Bolsa de Nova Iorque, sendo cotado a 14,70 cents de dólar por libra-peso. O mercado tem forte correlação com o petróleo, com os biocombustíveis e, por isso, sente a pressão mais acentuada. Além disso, ainda nesta terça-feira, a Índia informou que, por enquanto, não vê uma necessidade de restrição de suas exportações, o que também acaba sendo um fator que pesa sobre os futuros nas bolsas internacionais.
Na sequência, os recuos mais intensos se davam entre o trigo e o algodão, ambos perdendo mais de 2% em, respectivamente, Chicago e Nova Iorque. O trigo tinha US$ 6,13 por bushel e o algodão, 82,78 cents de dólar por libra-peso. As duas commodities subiram forte e constantememte na esteira do petróleo nos últimos meses, além de reagirem também a fundamentos positivos para os futuros, nos dois casos. As áreas destinadas às duas culturas nos EUA serão menores nesta temporada.
Ainda em NY, caem também os futuros do café, que começaram o dia em campo positivo, porém, perderam força ao serem pressionados pelos mercados vizinhos.
COMPLEXO SOJA E MILHO
Inevitavelmente, a pressão mais agressiva no complexo soja se dá sobre o óleo. As perdas chegaram a passar de 3% na manhã desta quarta-feira, mas foram amenizadas e, por volta de 10h (horário de Brasília), eram de pouco mais de 1,8%, levando o contrato julho a 75,50 cents de dólar por libra-peso. O recuo se estendia sobre os preços do grão, mas o julho ainda conseguia manter-se acima dos US$ 12,00 por bushel. Depois de testar perdas de mais de 11 pontos, as baixas variavam de 5,50 a 6,50 pontos, com o julho valendo US$ 12,06 e o agosto a US$ 11,99 por bushel.
Na contramão, o farelo ainda conseguia sustentar algumas altas, também pautado em seus fundamentos, de quase 0,4%, valendo US$ 321,70 por tonelada curta.
Já o milho acompanha as perdas do trigo e recua mais de 1% entre os principais vencimentos, levando o julho a US$ 4,73 por bushel.
O avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos, já superando a média histórica para o período, reforça a expectativa de boa oferta e pesa sobre os preços. O clima no Corn Belt, porém, exige atenção agora e mais a frente.
Assim, mesmo com as novas baixas, o mercado da soja segue volátil e sensível a fatores externos e sazonais, com os investidores ajustando posições enquanto aguardam novos direcionadores mais consistentes para os preços.
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