Soja: Mercado brasileiro volta a sentir pressão combinada de Chicago e dólar em queda nesta 4ª
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As oscilações da soja ainda são tímidas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23), mas o mercado passa a trabalhar, novamente, em campo negativo. As baixas nos principais contratos, por volta de 12h20 (horário de Brasília), variavam, de 2,75 a 4 pontos, com o julho - o mais negociadoa agora - valendo US$ 11,75 e o agosto, US$ 11,69 por bushel.
O mercado do grão seguia caminhando de lado diante dos caminhos opostos assumidos pelos derivados neste pregão. O farelo voltava a subir, testando ganhos de mais de 0,5% - de olho em protestos na Argentina, no porto de Quequén ainda comprometendo os embarques de grãos - enquanto o óleo operava em baixa, com perdas de mais de 0,7%, mesmo com o petróleo ainda subindo - brent e WTI.
Os principais contratos operam com ganhos tímidos, refletindo um mercado que busca sustentação, mas ainda sem força para avanços mais expressivos e com os investidores atuando com muita cautela, em especial por conta do macrocenário e das inseguranças geopolíticas.
No campo dos fundamentos, o mercado segue atento ao andamento da safra na América do Sul, já praticamente concluída, e ao comportamento da demanda global, especialmente por parte da China. Ao mesmo tempo, o mercado também começa a dar prioridade às informações vindas dos EUA sobre o plantio 2026/27 e as condições do clima.
Os próximos dias, segundo as últimas previsões, deverão ser de chuvas intensas em partes importantes do Corn Belt, o que preocupa alguns produtores para a evolução da semeadura, com relatos de que alguns estariam, inclusive, acelerando seus trabalhos de campo.
No Brasil, a preocupação maior continua sendo o dólar, que caiu ainda mais nesta quinta-feira e vem a R$ 4,95. A baixa pesa diretamente na formação dos preços, mantém os negócios travados e não alivia muito para a composição dos custos da safra 2026/27.
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