Soja inverte o sinal e volta a recuar em Chicago nesta 6ª feira, com farelo caindo mais de 2%
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Os futuros do farelo de soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram o movimento de realização de lucros nesta tarde de sexta-feira (20), perdem mais de 2% e são fator de pressão também para a soja em grão. A oleaginosa passou a recuar - depois de começar o dia testando ligeiros ganhos - e, por volta de 12h55 (horário de Brasília), perdia de 3 a 4 pontos nos principais contratos. Assim, o maio tinha US$ 11,64 e o julho, US$ 11,79 por bushel.
Ao longo dos últimos dias, os futuros da oleaginosa exibiram oscilações intensas, com investidores ajustando posições diante de um ambiente de incertezas. Parte do suporte observado nesta sexta-feira vem de movimentos técnicos, após perdas recentes, enquanto os fundamentos seguem sendo avaliados com cautela, especialmente diante do avanço da safra sul-americana e de seu ritmo de comercialização.
No campo externo, as atenções continuam concentradas nas tensões no Oriente Médio e nas relações entre China e Estados Unidos. O adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping segue como destaque no noticiário internacional e adiciona um elemento extra de cautela aos mercados.
Esse cenário contribuiu para uma semana de negociações bastante voláteis em Chicago, sem uma tendência bem definida, com os preços reagindo rapidamente a notícias e mudanças de percepção dos investidores.
Ainda nesta sexta-feira, o que limita o recuo grão é a alta de 1% do óleo de soja que, assim como o farelo, teve também uma semana muito volátil, mas no caminho contrário. Neste 21º dia de conflitos no Oriente Médio, os futuros do petróleo voltam a subir e o barril do brent vai a US$ 109,14, com ganho de 0,5%. Já o WTI, que vinha caindo nos últimos dias, também voltou a subir na sessão de hoje, com a escalada contínua das tensões.
No Brasil, por outro lado, o movimento de recente de alta na bolsa norte-americana ainda não se traduz em valorização consistente. Os preços domésticos permanecem pressionados. Nesta sexta-feira, todavia, a alta forte do dólar frente ao real é monitorada de perto pelos traders, porém, a pressão vem da CBOT.
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