Soja dá sequência às altas em Chicago nesta 6ª feira, puxada pela retomada dos ganhos no óleo
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Os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (20), em mais um movimento de recuperação após uma semana marcada por forte volatilidade. Por volta de 7h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 4 e 5 pontos nos vencimentos mais negociados, levando o maio a US$ 11,72 e o julho a US$ 11,87 por bushel. As cotações seguem alternando entre altas e baixas, refletindo um mercado ainda dividido entre fundamentos, fatores técnicos e o cenário geopolítico global.
Ao longo dos últimos dias, os futuros da oleaginosa exibiram oscilações intensas, com investidores ajustando posições diante de um ambiente de incertezas. Parte do suporte observado nesta sexta-feira vem de movimentos técnicos, após perdas recentes, enquanto os fundamentos seguem sendo avaliados com cautela, especialmente diante do avanço da safra sul-americana e de seu ritmo de comercialização.]
Além disso, depois de dois dias consecutivos de baixas, os preços do óleo de soja voltam a subir na CBOT, avançam mais de 1% na manhã desta sexta-feira e dão um suporte adicional às cotações do grão. Já o farelo realiza lucros depois das altas fortes dos últimos dias.
No campo externo, as atenções continuam concentradas nas tensões no Oriente Médio e nas relações entre China e Estados Unidos. O adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping segue como destaque no noticiário internacional e adiciona um elemento extra de cautela aos mercados.
Esse cenário contribuiu para uma semana de negociações bastante voláteis em Chicago, sem uma tendência bem definida, com os preços reagindo rapidamente a notícias e mudanças de percepção dos investidores.
No Brasil, por outro lado, o movimento de alta na bolsa norte-americana ainda não se traduz em valorização consistente. Os preços domésticos permanecem pressionados, refletindo a combinação de um dólar em queda frente ao real e prêmios negativos nos portos, o que limita a competitividade e reduz o poder de reação das cotações internas.
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