Com novas altas nesta 5ª feira, vencimento julho da soja em Chicago pode buscar os US$ 12,40/bushel
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Os preços da soja continuam subindo e registram novas altas na manhã desta quinta-feira (12) na Bolsa de Chicago. Perto de 7h (horário de Brasília), as cotações subiam de 8 a 10,25 pontos nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 12,24 e o julho a US$ 12,37 por bushel. O mercado segue encontrando suporte, principalmente, no forte avanço do petróleo no cenário internacional, que mantém o complexo da soja em alta.
Nesta quinta, além do grão, óleo e farelo também trabalhavam em campo positivo, com altas de quase 1%. No mesmo momento, os futuros tanto do petróleo brent, quanto do WTI subiam mais de 4%, já tendo testado altas de mais de 9% na reabertura do mercado na noite de ontem.
Assim, o óleo de soja, em particular, segue reagindo ao avanço do petróleo, refletindo as expectativas em torno da demanda por biocombustíveis. E o ambiente positivo também se estende para os outros grãos negociados em Chicago. O milho e o trigo apresentam altas superiores a 1% na manhã de hoje, acompanhando o movimento das commodities e o retorno mais ativo dos fundos ao lado comprador, como tem sido observado já nos últimos dias.
Os traders continuam bastante atentos ao cenário geopolítico global, especialmente às tensões no Oriente Médio, que seguem trazendo volatilidade para o mercado de energias.
Ainda assim, dividem sua atenção com as relações entre China e Estados Unidos, com encontros importantes previstos para os próximos dias.
Há expectativa de novas reuniões entre autoridades comerciais dos dois países ainda ao longo de março, enquanto o mercado também monitora a possibilidade de um encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping previsto para acontecer em abril, na China. A perspectiva de diálogo entre as duas maiores economias do mundo segue no radar dos investidores e pode influenciar diretamente o comportamento das commodities agrícolas nas próximas semanas, em especial a soja.
O desenvolvimento da colheita no Brasil, a conclusão da safra na Argentina e o ritmo de comercialização nos dois países também está sendo acompanhado.
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