Com óleo de soja nas máximas em dois anos em Chicago, soja fecha em alta nesta 5ª
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A soja fechou em alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (19), depois de ter testado os dois lados da tabela ao longo do dia, dia de Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os preços subiram de 4 a 6 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 11,39 e o o maio a US$ 11,54 por bushel.
O mercado recebeu números dentro das expectativas vindos do fórum, apontando para uma área maior de soja nos EUA durante a safra 2026/27. O USDA estimou 34,4 milhões de hectares, contra 32,86 milhões da temporada anterior.
Além da área, o fórum apresentou ainda uma projeção de safra de 121,11 milhões de tonelada, contra 115,99 da 2025/26, e os estoques finais podendo crescer de 9,53 para 9,66 milhões de toneladas. Do lado da demanda, o departamento norte-americano estimou ainda um aumento do esmagamento de soja no país de 69,94 para 72,26 milhõs de toneladas, e as exportações de 42,86 para 46,77 milhões de toneladas.
Os números tiveram, no entanto, pouco impacto sobre a movimentação das cotações em Chicago, e novamente os preços da soja em grão acompanharam os futuros do óleo, que terminaram o dia em suas máximas em dois anos, fechando com quase 2% de área mais uma vez. Os contratos maio e julho, que são os mais negociados agora, já superam os 60 cents de dólar por libra-peso.
O óleo de soja subiu, mais uma vez, acompanhando os ganhos do petróleo - que voltaram a subir perto de 2% - e pelas boas perspectivas em relação às políticas de biocombustíveis nos Estados Unidos. As novas greves que acometem a Argentina também estão no radar, porém, chegando de forma mais intensa sobre o farelo, que também fechou em campo positivo.
Paralelamente, os traders permanecem monitorando seus fundamentos - demanda, conclusão da safra da América do Sul e clima - e o macrocenário. A China ainda no feriado do Ano Novo Lunar deixa o mercado mais morno e vazio de novos negócios.
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