Soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta 6ª feira, acompanhando bons ganhos do farelo
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O mercado da soja deixou a realização de lucros registrada mais cedo de lado e voltou a subir de forma expressiva no final da manhã desta sexta-feira (6). Por volta de 11h40 (horário de Brasília), as cotações subiam de 6,75 a 10,50 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 11,22 e o maio a US$ 11,36 por bushel.
Os preços do grão acompanham a boa alta que se registra no farelo de soja - de mais de 1,5% - com apoio que vem ainda das recentes falas do presidente americano Donald Trump sobre uma ampliação das compras chinesas de oleaginosa norte-americana, mas também com atenção ao clima na Argentina, que preocupa para algumas localidades ainda.
O país sul-americano é o maior exportador global de farelo e óleo de soja.
Todavia, caso as aquisições não se confirmem, o movimento - que, em boa parte, é especulativo - pode perder força. Assim, ao mesmo tempo, os fundamentos continuam no radar, dividindo espaço com o financeiro, que segue ainda intenso e com picos significativos de aversão ao risco.
"A especulação predominante no mercado é de que eventuais novas compras estariam condicionadas a determinadas concessões, como a redução de tarifas, especialmente aquelas relacionadas ao fentanil, uma vez que as 12 milhões de toneladas métricas de soja adquiridas anteriormente teriam ocorrido sob a expectativa de que Trump promovesse um corte pela metade nessas tarifas. Outro fator que limita o potencial de novas aquisições é o nível de reservas atualmente disponível na China, já considerado suficiente para atender à demanda até o mês de maio. Além dos estoques existentes, a maior parte das compras recentes realizadas nos Estados Unidos e na América do Sul tem desembarque programado entre março, abril e maio, o que tende a elevar de forma significativa os estoques governamentais no período", analisa a equipe do Grupo Labhoro.
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