Possibilidade de acordo Rússia x Ucrânia faz petróleo cair forte, pesa no óleo e leva soja na carona
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A notícia de que um possível acordo entre Rússia e Ucrânia estaria bastante próximo movimentou os mercados e pressionou de forma agressiva o petróleo nesta terça-feira (25). Por volta de 13h20 (horário de Brasília), os futuros tanto do brent, quanto do WTI perdiam quase 3%, levando o barril do brent, em Londres, a US$ 61,27. Na carona, o gás natural perdia mais de 3,5%.
"A Ucrânia aceitou os termos 'dos EUA' para o acordo. A Rússia disse que não aceita se os termos mudarem", resume a equipe de análises da Agrinvest Commodities.
Assim, as baixas do petróleo intensificaram também as perdas do óleo de soja negociado na Bolsa de Chicago. Os futuros do derivado já caíam de manhã, porém, no início da tarde de hoje recuavam mais de 1%, com os dois primeiros vencimentos já operando abaixo dos 50 cents de dólar por libra-peso. O dezembro tinha 49,64 e o janeiro, 49,98 centavos/lb.
Neste movimento, a soja em grão também passava a cair, depois de começar o dia em campo positivo na CBOT. O mercado devolve os ganhos e acompanha o óleo nas baixas, enquanto o farelo - além de milho e trigo - continuam subindo. Na soja, as baixas variavam de 4 a 4,75 pontos, levando o janeiro a US$ 11,18 e o maio a US$ 11,37 por bushel.
"Um acordo desse tamanho pode reduzir significativamente a incerteza geopolítica, aliviar tensões militares no leste europeu e, principalmente, recolocar óleo, gás e fertilizantes russos no mercado global com menos restrições", afirma a equipe da Royal Rural. "O movimento também abre espaço para normalização de rotas logísticas, contratos de exportação e fluxos financeiros entre Rússia e compradores asiáticos e europeus. Em commodities, o destaque recai sobre o petróleo e o gás natural, que já reagiram nos mercados futuros".
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