Soja fecha 5ª feira com baixas de dois dígitos em Chicago pressionada pelo farelo e pelo financeiro
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A quinta-feira (20) terminou com perdas de 9 a 13,25 pontos nos principais vencimentos, com o janeiro sendo cotado a US$ 11,23 e o maio com US$ 11,42 por bushel. O mercado foi perdendo força ao longo do dia, intensificando as perdas e terminando o pregão no negativo, após ter começado os trabalhos em alta e apesar das notícias de novas vendas dos EUA para a China anunciadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O mercado financeiro foi impactado pelos dados da economia norte-americana nesta quinta e a aversão ao risco cresceu entre os principais ativos, incluindo as commodities agrícolas. Perderam as commodities agrícolas, energéticas e metálicas, enquanto o dólar index fechou estável, porém, do lado positivo da tabela.
E as perdas do grão vieram acompanhadas por baixas nos derivados, com o farelo recuando mais de 1% e o óleo mais de 0,6%. Além disso, informações do governo Trump sobre mudanças nas políticas de biocombustíveis também pesa sobre as cotações nesta quinta-feira, em especial do óleo de soja.
O mercado está atento ainda ao cenário de fundamentos, ao passo em que se equilibra frente ao movimento de fundos, que têm atuado de forma expressiva nos últimos dias, reajustando suas posições, em especial diante das altas tão intensas registradas nos últimos dias em função das novas compras de soja da China nos EUA.
Assim, novamente, os traders precisam de mais novas notícias para se posicionarem e se direcionarem o caminhar das cotações daqui para frente. Ainda estão no radar o clima para a safra 2025/26 da América do Sul - com o plantio se desenvolvendo no Brasil e atrasando o início da semeadura na Argentina - e também ao mercado financeiro, outro fator de bastante influência nos mercados nos últimos meses.
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