Commodities agrícolas intensificam baixas e preços da soja perdem mais de 20 pts na Bolsa de Chicago
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Os preços da soja continuam caindo forte na tarde desta segunda-feira (7) na Bolsa de Chicago. Por volta de 13h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 23,75 a 29,50 pontos, levando o setembro a US$ 10,31 e o novembro a US$ 10,19 por bushel.
O mercado seguia acompanhando a baixa generalizada das commodities agrícolas, a qual vinha sendo liderada pelo milho na CBOT e pelo café na Bolsa de Nova York, ambos perdendo mais de 3%. O farelo também acelerava o movimento de baixa e trabalhava recuando mais de 2%, enquanto o óleo recuava mais de 1,5%.
Segundo explicam analistas da Agrinvest Commodities, "o mercado reage à falta de um acordo concreto entre os EUA e a China. Trump subiu o tom contra países aliados ao BRICS e voltou a falar em tarifas de 10%, o que gera ainda mais incertezas sobre a demanda chinesa pela soja americana".
Além disso, a nova safra dos EUA se desenvolve sem grandes ameaças, com o clima ainda bastante favorável no Meio-Oeste americano, o que reforça aos traders as perspectivas de uma safra regular norte-americana, com o a produção de milho podendo, inclusive, superar 400 milhões de toneladas.
"De um modo geral, o clima relativo ao mês de junho foi favorável as lavouras e o milho já está polinizando sem problema algum. Julho é o mês em que normalmente se define a safra de milho e agosto é o mês da definição da soja", complementa Sousa.
O mercado também vai se preparando, ao longo desta semana, a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que também deve mexer com os ânimos na CBOT.
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