Óleo de soja sobe mais de 5%, vai na contramão das demais commodities, e dá suporte ao grão nesta 2ª em Chicago
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As commodities agrícolas têm baixa quase generalizada nesta segunda-feira (16), depois da disparada na última sexta (13), mas a soja vai na contramão e, apesar da estabilidade, testa ligeiros ganhos na Bolsa de Chicago. O suporte vem de novas altas intensas registradas pelo óleo.
Por volta de 7h20 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 0,50 e 1,75 ponto, levando o julho a US$ 10,70 e o setembro a US$ 10,48 por bushel. No mesmo momento, os preços do óleo de soja subiam de 4,7% a 5,2% nos principais vencimentos, dando sequência aos ganhos registrados no final da última semana, quando o derivado fechou no limite de alta na CBOT.
O mercado do óleo de soja tem sido motivado ainda pelas novas informações sobre o mercado de biocombustíveis nos EUA, com metas de produção maiores para os anos de 2026 e 2027. O RVO (Renewable Volume Obligations), ou mandatórios para os combustíveis renováveis, acabaram surpreendendo os traders, já que deve aumentar o esmagamento de soja nos EUA, reduzindo a demanda interna pela oleaginosa, o que é bastante positivo para o momento já que as exportações norte-americanas estão comprometidas pela guerra comercial.
No paralelo, os mercados permanecem atentos ao clima no Corn Belt e ao desenvolvimento da safra 2025/26 do país, bem como aos conflitos no Oriente Médio, com os ataques entre Irã e Israel entrando em seu quarto dia, sem uma previsão de trégua ou cessar-fogo.
"O final do mês se aproxima e no próximo dia 31 teremos a divulgação dos estoques trimestrais, áreas plantadas e estimativas mais consistentes sobre produtividade e tamanho das safras. Tirando as questões geopolíticas, os preços não tem razão alguma para altas. Sazonalmente, os chineses não compram soja americana e não irão comprar até que seja definida uma tarifa que se sintam confortáveis. Neste momento, os chineses terão a opção da América do Sul e só vão comprar soja americana se os preços forem compatíveis e competitivos. Entretanto, temos essa guerra pela frente, Israel x Irã, como ficará?", analisa o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
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