Soja segue em alta na Bolsa de Chicago de olho no financeiro e em tom mais ameno de Trump sobre China e Powell
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Os futuros da soja seguem trabalhando do lado positivo da tabela nesta quarta-feira (23) na Bolsa de Chicago, porém, perdem um pouco de força. Perto de 9h40 (horário de Brasília), as altas variavam de 1 a 3,50 pontos nos principais contratos, com o maio sendo cotado a US$ 10,38 e o agosto a US$ 10,42 por bushel.
Os mercados do milho e do trigo passaram para o negativo, enquanto o farelo também perdeu a força dos ganhos, ajudando a tirar parte do brilho da soja em grão na CBOT. Ainda assim, os traders vão dividindo suas atenções entre fundamentos e o macrocenário.
Esta é a terceira sessão de alta consecutiva para os preços da oleaginosa na CBOT, que reflete não só a chance de um alinhamento entre as duas maiores economias do mundo, como também a possibilidade de a área dedicada ao plantio da soja nos EUA para a safra 2025/26 seja ainda menor do que o esperado. Em março, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sinalizou uma diminuição de 4% em relação à temporada anterior.
Do mesmo modo, um sentimento de certa tranquilidade toma conta dos mercados nesta quarta-feira depois que o presidente americano Donald Trump adotou um tom menos austero e agressivo sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Nos últimos dias, Trump fez duras críticas ao chairman do Fed, depois recuou dizendo que não pretende demiti-lo - o que teria que fazer na Suprema Corte, já que a instituição é independente - e as declarações acalmaram pelo menos uma parte dos ânimos do mercado.
O dólar em queda frente ao real também está no radar do mercado. Na manhã de hoje, a moeda americana perdia 0,7% e já trabalhava abaixo dos R$ 5,70.
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