Soja intensifica recuo e trabalha com baixas de mais de 1% na Bolsa de Chicago nesta tarde de 2ª feira
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificam as altas no pregão desta segunda-feira (3). As cotações, por volta de 12h10 (horário de Brasília), perdiam entre 5,50 e 10 pontos, com o maio valendo US$ 10,15 e o julho, US$ 10,30 por bushel. Os mercados de farelo e óleo, milho e trigo também operavam em queda, com o milho estendendo as baixas da semana passada e liderando o movimento negativo neste início de semana.
Os preços cedem pressionados por uma combinação de fatores. De um lado, o mercado continua tensionado pelas políticas tarifárias de Donald Trump, bem como sente o recuo dos grãos e derivados de soja e monitora ainda o clima na América do Sul. "Tecnicamente o mercado fechou negativo na ultima sexta feira e fundamentalmente sofre devido a fraca demanda, condicionado ainda pelas tensões comerciais entre EUA e China, após as tarifas impostas pelo presidente Trump", afirma o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
E ele complementa dizendo que, "entretanto, sazonalmente, os chineses não compram soja no mercado americano no período fevereiro a outubro, devido aos preços mais baixos na América do Sul e este ano a situação se agrava ainda mais, devido ao impacto e imposição das tarifas".
"As chuvas durante o final de semana na Argentina cobriram basicamente todas as áreas de produção. Entretanto, a região Sul cuja reserva hídrica já foi reposta, agora enfrenta problemas de enchentes. A parte norte menos favorecida até o momento, ainda necessita de boas chuvas para reposição total e adequação do solo", informa Sousa.
Os mapas climáticos mostram que, nos próximos De acordo com os dias, a Argentina deverá receber boas chuvas na área central e Sul da produção agrícola. Já na parte norte de Santa Fé e Córdoba, os mapas mostram chuvas leves e muito abaixo do normal.
Já para o Rio Grande do Sul, que também mantém-se no radar do mercado, o modelo GFS mostra chuvas muito abaixo do normal para os próximos 10 dias, tirando ainda mais do potencial produtivo do estado que já contabiliza perdas severas em sua produção.
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