Soja segue operando com estabilidade em Chicago nesta 2ª, mas passa para o campo negativo
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Os preços da soja continuam operando com estabilidade na Bolsa de Chicago no pregão desta segunda-feira (23), porém, passando para o lado negativo da tabela. Perto de 11h05 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 2 e 2,50 pontos nos contratos mais negociados, com o janeiro sendo cotado a US$ 9,72 e o maio com US$ 9,85 por bushel.
O mercado segue sofrendo com a falta de novas notícias, ainda atuando sob fundamentos baixistas neste momento. O que segue dando algum suporte às cotações é a movimentação dos derivados, como o óleo, que sobe mais de 1% neste início de semana. O farelo também chegou a subir, porém, passou também a recuar.
Além de um cenário já conhecido, com as projeções de uma safra recorde para o Brasil, estoques confortáveis nos EUA e a demanda que, apesar de crescer, não acompanhar o mesmo ritmo do crescimento da capacidade produtiva, os traders estão atentos também à questão climática.
"O La Niña está ganhando força. Os próximos 15 dias deverão ser de clima quente e seco na Argentina e sul do Rio Grande do Sul. O milho na Argentina vai começar a a sofrer. A Bosla de Cereales já reduziu as condições de lavouras em excelentes condições de 52% para 37% e, provavelmente, vai continuar piorando. A soja pode começar a sofrer também, se bem que ainda é cedo e o NOAA está mostrando que o La Niña deve perder força, mas vinha mostrando essa mudança desde novembro e nada ainda", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
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