Soja inicia nova semana testando o lado negativo da tabela em Chicago nesta 2ª; AMS em foco
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O mercado da soja começa a semana operando do lado negativo da tabela. Nesta segunda-feira (23), por volta de 7h20 (horário de Brasília), perdiam pouco mais de 9 pontos entre os principais contratos, levando o novembro a US$ 12,93 e o maio a US$ 13,34 por bushel. A soja acompanha as commodities, que caem de forma generalizada nesta segunda, à exceção do óleo de soja, que subia 0,50% para 53,65 cents de dólar por libra-peso.
O clima na América do Sul vai se tornando o foco central do mercado neste momento. "Os modelos climáticos estão colocando melhores chuvas em suas previsões para o Brasil, Argentina e Paraguai", afirma o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. O último final de semana, todavia, ainda foi de tempo predominantemente seco em todo o Brasil, enquanto algumas regiões argentinas receberam algumas precipitações.
"Para o Brasil, as previsões mostram que, no Sul, deverão persistir as fortes chuvas, enquanto para as áreas centrais o tempo deve seguir mais seco, embora com índices melhores do que os presenciados durante os primeiros 20 dias de outubro. Já o MATOPIBA deverá permanecer com tempo seco para os próximos 10 dias", complementa Sousa.
Ainda assim, o plantio se aproxima dos 30% no país.
Ademais, ainda de acordo com o diretor da Labhoro, as atenções sobre a geopolítica e o mercado financeiro ainda não se dissolveram e permanecem no radar.
"O mercado está atento as questões de guerra no Oriente Médio e suas consequências. De um lado positivo para energia e commodities, mas do outro altamente negativo para o macro, com reflexo nas commodities agrícolas e pressão sobre os preços", afirma o executivo.
Ainda na manhã desta segunda-feira, dólar index operava com estabilidade, ligeiramente acima de 105 mil pontos.
Veja como fechou o mercado na última semana:
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