Soja segue em campo positivo, mas ameniza altas em Chicago no início da tarde desta 3ª
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O mercado da soja segue operando em campo positivo na Bolsa de Chicago, porém, amenizando os ganhos entre os principais vencimentos. Perto de 12h20 (horário de Brasília), as cotações subiam de 5,25 a 8 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 14,60 e o novembro a US$ 13,51 por bushel. Altas de quase 2% entre os preços do farelo de soja também eram registradas, contribuindo para os ganhos do grão.
Na contramão, o óleo de soja realizava lucros depois da disparada de mais de 4% na sessão anterior, operando com baixas de mais de 1%.
"O relatório de ontem do USDA e as baixas precipitações nos últimos dias dão suporte ao grão nos EUA", afirma a a Pátria Agronegócios. O boletim semanal de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos trouxe um aumento de apenas 1% no índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições, o qual passou de 50% para 51%. O mercado esperava algo perto de 52%, o que ainda seria pouco para reverter o atual cenário de safra fragilizada no país.
No ano passado, este número era de 62%. São ainda 34% dos campos em condição regular e 15% em condições ruins ou muito ruins.
"Continuo afirmando que a safra americana será abaixo da média, mas pelo que sabemos até agora não deverá ser uma quebra de safra. Ainda temos de três a quatro semanas críticas de clima para o bom desenvolvimento da lavoura", afirma o consultor de mercado da Roach Ag Marketing, Aaron Edwards. "As chuvas do resto dessa semana devem ajudar as lavouras, mas estão longe de serem as chuvas pesadas e generalizadas. São previsões de gota em gota, região por região, torcendo para o calor não roubar a umidade necessária".
Assim, as condições do clima no Corn Belt são acompanhadas ainda mais de perto, ajudando na direção das cotações no mercado futuro norte-americano. E nesta semana, as atenções se dividem ainda com o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA traz amanhã, 12 de julho, o que pode também mexer com as cotações.
As expectativas são de que o USDA aponte uma redução em suas estimativas de produtividade, produção e estoques finais da safra 2023/24 norte-americana. O reporte chega às 13h (Brasília) desta quarta-feira.
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