Soja dá sequência às baixas em Chicago nesta 4° feira de olho no financeiro
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O mercado da soja segue recuando nesta quarta-feira (22) na Bolsa de Chicago, estendendo as baixas da sessão anterior. As cotações cediam de 3,75 a 9,25 pontos nos principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 14,62 e o julho a US$ 14, 44 por bushel.
Os traders se mantêm muito atentos às influências do financeiro, em especial nesta "super quarta", quando o mercado conhece as navas taxas de juros dos EUA e do Brasil, pelo Federal Reserve e pelo Copom, respectivamente. As expectativas são grandes desde as notícias de um novo colapso no sistema bancário norte-americano, que já contaminou também a Europa.
Entre os fundamentos, poucas mudanças. A colheita continua avançando no Brasil e intensificando o volume de soja disponível, porém, com o fluxo de escoamento comprometido. Na Argentina, boas chuvas estão chegando, porém, tarde para alguma reversão.
Na demanda, as compras da China permanecem contidas, os olhos voltados para as margens ruins dos suinocultores e os estoques diante das dificuldades de embarque no Brasil.
A renovação do acordo que garante o corredor de exportação de produtos agrícolas pelos portos da região do Mar Negro tem exercido uma pressão forte sobre, principalmente, os futuros do trigo, milho e óleos vegetais nesta semana e também está no horizonte. "A extensão do corredor de exportação continua trazendo mais oferta para o mercado a preços baixos. O trigo russo é ofertado FOB Mar Negro a US$ 295,00 por tonelada, menor valor em dois anos e meio", informa a Agrinvest Commodities.
Além do trigo, bons volumes de milho e de óleo de girassol também têm sido escoados com preços bastante atrativos, pesando sobre seus pares, ao menos por agora. A Rússia ainda impõe algumas condições sobre o acordo, em especial sobre o tempo.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
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