Bolsas de Rosário e Buenos Aires estimam safra de soja da Argentina em menos de 30 mi de t
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A pior safra de soja em 20 anos na Argentina. Esta foi a notícia que a Bolsa de Comércio de Rosário trouxe nesta quinta-feira (9) ao informar um novo corte em sua estimativa para a produção 2022/23 para 27 milhões de toneladas. O novo número indica mais uma perda na produção argentina de 7,5 milhões. E com essa quebra, a safra vem ainda menor do que a 2008/09, de 31,8 milhões de toneladas, que também sofreu com uma seca bastante agressiva, de acordo com os dados históricos a bolsa.
No entanto, ao serem comparados com o histórico da Secretaria Nacional de Agricultura, esta se mostra como a menor colheita do país desde a temporada 2000/01.
A bolsa informou ainda que os efeitos da seca e do calor muito intenso também resultaram em uma perda recorde de área na Argentina cultivada com soja que chega a 2,6 milhões de hectares. Trata-se de uma área perdida que é três vezes maior do que a perdida no ano passado e o dobro do que se perdeu desde a última grande seca, em 2017/18.
"Lamentavelmente, se adverte que frente ao atual cenário de perdas intensas e sem perspectivas de uma mudança radical nas previsões climáticas em grande parte da região pampeana, essas perdas de área poderiam alcançar três milhões de hectares", informaram os especialistas do Guia Estratégico para o Agro (GEA) da Bolsa de Comércio de Rosário. "A Argentina sofre com um cenário de clima sem precedentes na agricultura moderna".
As províncias mais afetadas, ainda de acordo com a instituição, são Entre Rios e Santa Fé. De acordo com o levantamento reportado nesta quinta, Santa Fé deixará de produzir 5,8 milhões de toneladas em relação ao produzido na safra passada; Buenos Aires 11,1 milhões e e Córdoba 10 milhões.
BOLSA DE CEREALES DE BUENOS AIRES TAMBÉM CORTA A SAFRA
Na sequência da Bolsa de Rosário, foi a vez da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que trouxe sua estimativa para a safra 2022/23 de soja em 29 milhões de toneladas, contra 33,5 milhões do número anterior. O corte veio acompanhando de um aumento de 4% no índice de lavouras em condições ruins ou péssimas, o qual passou de 67% para 71%.
No ano passado, neste mesmo período, apenas 20% dos campos de soja argentinos estavam em condições tão ruins assim e o país também vinha sofrendo com uma seca considerável.
"Uma nova semana de altas temperaturas junto com reservas de água esgotadas geram mais perdas e perdas de área agricultável", traz o informe semanal da bolsa.
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