Chuvas se espalham pelas lavouras do Brasil, beneficiando áreas do Rio Grande do Sul
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SÃO PAULO (Reuters) – As chuvas se mantêm em volumes importantes nas lavouras de soja da região centro-norte do Brasil, mas também aparecem ao Sul do Brasil nesta semana, com muitas das áreas recebendo precipitações acima da média para o período até o próximo domingo, de acordo com dados meteorológicos.
A ocorrência de chuvas, especialmente para o Rio Grande do Sul, que vem sofrendo com o tempo mais seco, é vista como um alento para produtores de soja, que têm lavouras em desenvolvimento inicial, em sua maioria.
Mas a umidade, se excessiva em algumas regiões com colheita perto de começar em Mato Grosso, pode atrapalhar os trabalhos, e mesmo a realização do plantio da segunda safra, de milho ou algodão.
Até o próximo domingo, o acumulado de chuvas na maioria das áreas do Rio Grande do Sul deve ficar em torno de 30 milímetros, um volume relativamente baixo perto do que outros Estados receberão, mas acima da média histórica para o período, de acordo com dados meteorológicos do terminal Eikon.
“Na sexta-feira, uma nova frente fria avança no norte da Argentina e leva chuvas mais generalizadas no final de semana para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, que vêm sofrendo com ausência de chuvas regulares”, disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.
Ele notou chuvas fracas e pontuais, já nesta terça-feira, no Rio Grande do Sul.
“De certa forma, as chuvas começam a ficar mais esparramadas pelo Brasil, voltando a chover mais no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul…”, disse Santos.
O Rio Grande do Sul, que está entre os três maiores produtores de soja do Brasil, é o Estado que mais preocupa o mercado diante da sua representatividade.
Uma quebra de safra acima de 15% no Estado gaúcho, por exemplo, poderia trazer a produção nacional para níveis abaixo de 150 milhões de toneladas, comentou em nota o analista Ruan Sene, da startup de comercialização digital Grão Direto.
Embora alguns analistas já vejam alguma perda de potencial produtivo no Rio Grande do Sul, cortes mais drásticos na estimativa de safra gaúcha ainda não são contabilizados, já que há tempo para o desenvolvimento das lavouras.
Segundo Santos, da Rural Clima, “a segunda quinzena de janeiro tem tudo para ser mais úmida também, não só no Sul, mas na faixa centro-norte”.
“Isso traz alívio aos produtores gaúchos e Paraguai e Argentina, mas mantendo condição desfavorável para à colheita na faixa centro-norte do Brasil”, uma vez que a chuvas limitam a entrada das máquinas nas lavouras, comentou.
(Por Roberto Samora)
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