Soja retoma Chicago nesta 3ª feira; no Brasil foco está sob dólar e novo governo
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O mercado da soja retoma seus negócios a partir das 11h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago, o que deverá motivar a volta das operações também aqui no Brasil. Nesta segunda-feira (2), pouca ou quase nenhuma atividade foi registrada, mas os operadores - além dos sojicultores, claro - ficaram atentos à reação do mercado financeiro no primeiro dia do novo governo de Luís Inácio Lula da Silva.
Um dos destaques foi o dólar, com mais de 1,5% de alta e batendo nos R$ 5,36, além da baixa de mais de 3% do Ibovespa e de mais de 6% nas ações da Petrobras. O mercado refletiu, mais uma vez, as falas não só de Lula, mas também do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que voltaram a tratar do fim do teto de gastos - sem dar informações claras sobre quais serão os novos mecanismos a que serem adotados para garantir o equilíbrio fiscal - além de sinalizarem, ambos, um estado indutor do crescimento econômico, o que preocupa e remente aos anos do governo Dilma Rousseff.
Além do financeiro - em especial do câmbio - o mercado também retoma seus negócios de olho no clima da América do Sul, com a Argentina seguindo sob severa seca, apesar de pontuais chuvas que recebeu nos últimos dias. Os mapas para janeiro e fevereiro seguem mostrando um cenário adverso para o páís, bem como para o sul do Brasil.
"Os mapas mostram chuvas abaixo da média nos meses de janeiro e fevereiro, o que está preocupando o mercado e dando suporte aos preços. Mas, se voltar a chover, o mercado pode dar uma corrigida. E a tendência é de firmeza para os próximos dias em cima desses mapas que apontam para pouca umidade", explica o analista de mercado Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado.
Gutierrez acredita que esse suporte e mais a alta forte do dólar frente ao real dão sustentação também a referências melhores para a retomada dos negócios no mercado brasileiro com a volta da CBOT. "A tendência é de preços ainda firmes até a entrada da safra, que deve começar a acontecer a partir da segunda quinzena, se o clima permitir".
Na sequência, do final de janeiro para o início de fevereiro, a tendência é de que os preços dêem uma corrigida para baixo diante de um volume maior de soja disponível.
"Mas, ainda estamos falando de preços bastante altos. No entanto, temos que cuidar. O tamanho das safras do Sul do Brasil e da Argentina será decisivo para entendermos melhor o movimento dos preços".
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