Clima quente e seco interfere na implantação das lavouras de soja no RS
O clima quente e seco, com ocorrência parcial e variável de chuvas, interferiu na dinâmica de implantação e nas condições de desenvolvimento das lavouras de soja do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/12), em regiões onde não ocorreram precipitações, o plantio será retomado quando o solo recuperar a umidade.
A opção por realizar o plantio em solo seco, utilizando sementes tratadas, quase não foi realizada, pois as previsões indicavam provável ausência de chuvas nas próximas semanas. Nas regiões onde o volume de chuvas propiciou teor adequado de umidade nos solos, a semeadura prosseguiu, e em algumas localidades já se aproxima da finalização. No Estado, a semeadura alcançou 85% da área projetada.
Na maior parte do Estado, devido aos efeitos do La Niña, a implantação e o desenvolvimento da cultura estão em atraso em relação aos anos considerados normais. Nesse cenário, os produtores optaram também pelo escalonamento de plantio e por maior variação de ciclo das cultivares utilizadas, mantendo a maior parte com precoces e utilizando sementes de ciclos médio e tardio para minimizar os riscos.
A maior ou menor presença de umidade também interfere no aspecto geral das lavouras. À Leste do Estado há um melhor desenvolvimento e menos sinais de estresse hídrico. Nas regiões Centro e Noroeste, a elevada transpiração das plantas e a baixa reposição de água causou atrasos no crescimento vegetativo e plantas murchas em parte das lavouras, que recuperam a turgidez somente nas horas sem insolação.
Em termos fitossanitários, as pulverizações de herbicidas não estão sendo recomendadas nas áreas onde o solo está muito seco, pois pode haver fitotoxidade para a soja e baixo índice de controle das invasoras. Além disso, as temperaturas elevadas associadas com baixa umidade relativa do ar são fatores que depreciam demasiadamente as aplicações.
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