Setor de soja do Brasil pode atender lei da UE, mas há desafios, diz CEO da Cargill
SÃO PAULO (Reuters) – O setor de soja brasileiro tem capacidade de cumprir a nova lei da União Europeia que impede a importação de produtos ligados a desmatamento, disse nesta quarta-feira o CEO da Cargill no Brasil, Paulo Sousa.
O executivo afirmou durante evento em São Paulo que não há preocupação sobre o tema em relação à produção que está no bioma Amazônico, devido à “moratória da soja”, um pacto estabelecido em 2006 pela indústria local de não comprar nem financiar a oleaginosa de áreas desmatadas após 2008.
Mas se a exigência de rastreabilidade em toda a cadeia se estender ao Cerrado haverá um “baita trabalho” para atender as diretrizes europeias. A UE é o principal mercado para o farelo de soja brasileiro.
“Apenas setorialmente vai ser possível atender esses requisitos”, disse ele, sobre a cadeia de grãos do Cerrado.
“Vamos ter que ter uma conversa clara, de governo para governo, sobre como será a operacionalização disso”, acrescentou.
(Por Nayara Figueiredo)
0 comentário
Soja recua levemente em Chicago nesta 2ª feira, mas clima nos EUA e demanda ainda dão suporte
Soja/Cepea: Demanda firme e incertezas sobre a safra 2026/27 elevam preços
Soja fecha semana acima dos US$ 13 em Chicago, aumentando margens para 26/27 no BR e consolidando novo ciclo de alta
Setembro abre nova janela para a soja e reforça importância do manejo antecipado da ferrugem
Soja rompe US$ 13 em Chicago impulsionada por disparada do trigo e novas vendas anunciadas pelo USDA
Soja 26/27 começa com dilema no campo: antecipar o plantio ou esperar mais chuva?