Soja: Grão em Chicago passa a testar leves baixas, mas farelo sobe mais de 1%
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O mercado da soja passou a operar no vermelho na Bolsa de Chicago nesta tarde de segunda-feira (5), porém, mantendo a estabilidade. Perto de 15h (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 0,50 e 1,50 ponto, levando o janeiro a US$ 14,37 e o maio a US$ 14,53 por bushel.
Ainda no complexo soja, os futuros do farelo seguiam em campo positivo e registrando ganhos de mais de 1,5% entre os principais vencimentos, ajudando em algum suporte às cotações do grão. De outro lado, porém, os futuros do óleo de soja devolvem boa parte das altas da semana passada e recuam. As perdas passavam de 3%.
"O destaque desta segunda-feira é o farelo puxado pelo clima na Argentina. O país sul-americano é o maior exportador dos derivados da soja. O clima na Argentina já trouxe queda acentuada para a produção de trigo e pode trazer o teto produtivo da soja para baixo, o plantio está muito atrasado", informa a Agrinvest Commodities.
E os modelos meteorológicos seguem mostrando a continuidade deste padrão de tempo seco e quente nas regiões de produção argentinas, com a temperatura, ainda de acordo com a Agrinvest, ficando acima da média, podendo inclusive passar dos 45ºC.
Uma manchete do portal argentino Infocampo, porém, já noticia que o atraso severo do plantio - que é um dos piores em mais de 20 anos - já provoca perdas de até 1 tonelada de soja por hectare por conta da seca.
No paralelo, permanece a atenção sobre a China e o relaxamento - ou não das medidas de contenção da Covid-19 - bem como a comercialização da soja na Argentina com uma nova rodada do câmbio específico para a oleaginosa valendo desde 28 de novembro e com vigência até o dia 31 de dezembro.
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