Soja: Chicago inicia semana em alta monitorando clima, demanda e quadro macroeconômico
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A soja trabalha em alta na manhã desta segunda-feira (22) na Bolsa de Chicago. As cotações subiam entre 7,75 e 9,50 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 14,11 e o janeiro, US$ 14,18 por bushel, por volta de 7h45 (horário de Brasília).
Ainda no complexo soja, sobem também os futuros do farelo, com altas de mais de 1% e ajudando no estímulo aos futuros do grão na CBOT. Sobem ainda milho, trigo e o petróleo, outros ganhos que favorecem o avanço da oleaginosa.
Na outra ponta, permanece a atenção do mercado sobre o clima nos EUA. O final de semana foi de chuvas consideráveis, além de registrarem temperaturas mais brandas, condições favoráveis para a conclusão do desenvolvimento da nova safra americana.
"As chuvas agora são cada vez mais importantes devido ao inicio de enchimento de vagem da soja e também para estabilizar o milho", afirma o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
Todavia, já para os próximos dias, as previsões voltam a divergir e o mapa do NOAA, o serviço oficial de clima dos EUA, traz um mapa para os próximos cinco dias com precipitações, novamente, mal distribuídas, como mostra a imagem abaixo.
"Os produtores americanos estão entrando na final da estação onde suas safras serão definidas em termos de produtividade e, ao que parece, a safra de soja terá uma boa produtividade. Os relatos recebidos mostram isso. Para o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA desta segunda esperamos que as condições boas/excelentes da soja sejam incrementadas em até 1%", complementa Sousa.
O mapa do NOAA que traz as chuvas para os próximos sete dias já sinalizam uma melhora da distribuição e dos volumes. Veja a imagem na sequência:
E para os próximos 10 dias, ainda de acordo com o levantamento da Labhoro, "as previsões do modelo europeu mostram poucas chuvas para Ohio,Indiana, Illinois, as Dakotas e Nebraska".
Ao lado das informações sobre o clima e a consolidação da nova safra americana estão as atenções sobre o comportamento da demanda - em especial da China - bem como os fatores geopolíticos e financeiros.
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