Soja intensifica baixas com China monitorando viagem de Nancy Pelosi a Taiwan
A terça-feira (2) é de queda para os preços da soja na Bolsa de Chicago e os futuros da oleaginosa vão intensificando suas perdas. Perto de 11h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 13,50 e 19,25 pontos nas posições mais negociadas, levand o novembro a US$ 13,86 e o janeiro a US$ 13,94 por bushel.
Os traders seguem dando espaço às informações de clima dos EUA - que conta com melhores condições agora, especialmente de temperatura, mesmo que não de forma generalizada - e aos novos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que aumentou ligeiramente o índice de lavouras de soja em boas condições no país em seu reporte desta segunda-feira.
O índice passou de 59% para 60%, e superou as expectativas do mercado de 58%. Há um ano, o número era também de 60%. São ainda 29% dos campos em condições regulares, bem como 11% classificadas como ruins ou muito ruins.
79% das lavouras de soja estão em fase de florescimento, contra 64% da semana passada, 85% de 2021 e 80% de média plurianual. 44% dos campos se encontram em estágio de formação de vagens, enquanto eram 26% nba semana anterior, 56% no ano passado e 51% de média.
No paralelo, segue o foco sobre a demanda e as relações entre China e Estados Unidos ameaçadas, além da manutenção da guerra entre Ucrânia e Rússia e do financeiro ainda enfrentando nebulosidade e incerteza.
A ida de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a Taiwan também está no centro das atenções dos noticiários internacionais e de todo o mercado financeiro. A visita é considerada provocativa e o presidente chinês, Xi Jinping, já afirmou que trata-se de um "caminho sem volta" a ida da parlamentar americana à nação asiática neste momento de relações comprometidas com a China.
Enquanto isso, o governo chinês monitora um possível pouso do avião de Pelosi em Taiwan, com caças chineses já tendo sido deslocados até o estreito de Taiwan.
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