Soja volta a cair forte em Chicago nesta 5ª e vencimentos mais distantes já operam abaixo dos US$ 15
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A quinta-feira (23) é de mais perdas intensas para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 7h50 (horário de Brasília), derretiam mais de 30 pontos, intensificando as perdas acumuladas na semana. Assim, o contrato julho tinha US$ 16,20, enquanto o setembro já operava abaixo dos US$ 15,00 e era negociado a US$ 14,59 por bushel.
Mais uma vez a pressão das tensões no financeiro pesam agressivamente sobre o mercado de commodities. Assim, em Chicago não cedia só a soja, mas também trigo e milho de forma expressiva. E no complexo, as perdas mais intensas se dão no farelo nesta quinta - com o primeiro vencimento caindo 2,7% para ser votado a US$ 389,20 por tonelada curta - enquanto o óleo perdia mais de 1%.
A aversão ao risco é ainda muito forte diante das preocupações globais com a política de tolerância zero da China contra o Covid-19, a recessão da economia global, o processo inflacionário e a forma como tudo isso impacta sobre o consumo de commodities em todo planeta.
"O azedume continua. Metais industriais e energia lideram as quedas. Os futuros do cobre acumulam queda de 21% em relação às máximas de março, movimento muito sincronizado de queda com outras commodities como: óleo de palma, trigo, zinco, alumínio, minério de ferro, o aço negociado em Shanghai, o carvão coque", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
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