Soja intensifica altas em Chicago, acompanha o trigo e contrato março volta a testar os US$ 17/bu
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Nesta quinta-feira (3), o mercado da soja continua operando do lado positivo da tabela, intensificando seus ganhos entre os contratos mais negociados na Bolsa de Chicago. Perto de 13h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 14 a 22,50 pontos, levando o março aos US$ 17,00, o maio aos US$ 16,88 e o julho a US$ 16,52 por bushel.
Os futuros da soja são ainda impulsionados pelas altas superiores a 2% para o farelo de soja, que acompanha altas de mais de 7% para o trigo negociado na Bolsa de Chicago. Perto de 13h30, o primeiro contrato do cereal disparava 141,50 pontos, levando o março a US$ 12,00 por bushel.
As altas mais fortes são registradas nos contratos mais próximos, dadas as condições dos fundamentos, ainda bastante altistas para a oleaginosa. A quebra da safra sul-americana resulta em uma demanda maior pelo produto dos EUA e se unem às preocupações todas ocasionadas pelo conflito Rússia x Ucrânia.
"O mercado observa minunciosamente a guerra, ainda mais depois do ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, dizer que as operações militares na Ucrânia irão até o fim. O ministro também disse que a Rússia não pensa em uma guerra nuclear", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
Do lado da demanda, boas informações chegam do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com mais anúncios de vendas de soja para a China, além das vendas semanais para exportação da safra nova acima das expectativas.
Este é o quarto anúncio de vendas de soja para China e destinos não revelados da semana, com o volume já tendo superado 1,1 milhão de toneladas, contabilizando volumes das safras velha e nova.
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