Soja volta a subir em Chicago nesta 5ª feira e segue dividida entre a geopolítica e seus fundamentos
![]()
Depois de perdas fortes na sessão anterior, os futuros da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (3). As cotações registravam ganhos de 9,25 a 13,25 pontos nos contratos mais negociados, por volta de 7h35 (horário de Brasília), com o maio sendo cotado a US$ 16,75 e o julho a US$ 16,43 por bushel.
O mercado permanece muito volátil, ainda se dividindo entre as questões geopolíticas e seus fundamentos. De um lado, as preocupações com os problemas de abastecimento causados pela guerra ainda dão espaço para altas e baixas, enquanto os fundamentos permanecem altistas, com a oferta muito ajustada na América do Sul e a demanda se concentrando mais nos EUA nos últimos dias.
Os traders também estão atentos às primeiras informações sobre a safra 2022/23 norte-americana, a qual deverá ter uma área ligeiramente maior do que a anterior, de acordo com as projeções trazidas no Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no fim de fevereiro.
Ainda nesta quinta-feira, o mercado da soja em grão acompanha os derivados, que sobem na CBOT - com altas de mais de 0,5% no no farelo e no óleo - o milho e o trigo, com este último liderando os ganhos em Chicago - que passam de 5% - dada a relevância da região de conflito para o cereal.
Os números das vendas semanais para exportação que serão informados pelo USDA também são aguardados pelo mercado hoje.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
0 comentário
Soja fecha semana com fortes altas e Chicago acima dos US$ 12, depois dias de intensa volatilidade
Crédito caro e risco no campo desafiam setor de sementes de soja nos próximos anos
Soja sobe mais de 10 pts e julho retoma os US$ 12 em Chicago com nova alta do petróleo
Soja caminha de lado em Chicago nesta 6ª, após semana de intensa volatilidade
Colheita de soja gaúcha avança para 85% da área cultivada com tempo seco, diz Emater
Preços da soja acumulam até R$ 5/sc de queda no Brasil com baixas fortes em Chicago e dólar fraco