Soja opera no vermelho nesta manhã de 2ª feira na Bolsa de Chicago de olho na geopolítica
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O mercado da soja na Bolsa de Chicago opera com leves baixas na manhã desta segunda-feira (14) na Bolsa de Chicago. As cotações cediam entre 4,50 e 6,75 pontos nos contratos mais negociados, por volta de 7h35 (horário de Brasília), com o maio sendo cotado a US$ 15,80 e o julho a US$ 15,75 por bushel.
Há volatilidade entre os negócios com as commodities agrícolas no início desta semana diante das crescentes tensões entre Rússia e Ucrânia, em partes porque alimentam a aversão ao risco e afastam os especuladores, em partes porque um cenário de guerra poderia aumentar a demanda por alimentos, em especial os grãos.
Os mercados de petróleo e gás natural, muito atentos ao preocupante quadro geopolítico, sobem, liderados pelo gás natural. Em quase todas as bolsas, os índices acionários recuam e é possível ver um mercado bem avesso ao risco.
Do mesmo modo, o complexo soja olha para seus próprios fundamentos e ainda encontra suporte importante, principalmente na quebra da safra da América do Sul. A menor oferta vinda de Brasil, Argentina e Paraguai tem sido um golpe duro na oferta global e deverá exigir mais da oleaginosa norte-americana. E por isso, também será importante monitorar o comportamento da demanda.
"Os prêmios da soja caíram mais de 20 centavos na semana passada, as margens na China continuam muito ruins e a soja brasileira voltou a ficar mais competitiva em relação à americana. No entanto, o NOAA (o serviço oficial de clima dos EUA) continua projetando redução de chuvas para o Sul da AMS para março, abril e maio. Para os próximos 10 dias, clima seco na Argentina", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
Veja como fechou o mercado na última semana:
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