Anec eleva exportações de soja do Brasil no mês; acumulado até outubro pode superar 2020
![]()
RIO DE JANEIRO (Reuters) – As exportações de soja do Brasil devem alcançar 3,397 milhões de toneladas em outubro, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ao elevar sua projeção ante os 2,973 milhões apontados na semana passada.
Se confirmado, o volume elevará o total embarcado nos dez primeiros meses de 2021 para 82,367 milhões de toneladas, superando os 82,29 milhões de toneladas exportados no ano passado inteiro.
A projeção para outubro, baseada na programação dos navios nos portos, também está acima dos 2,172 milhões de toneladas enviados ao exterior no mesmo mês de 2020.
O incremento ocorre em meio a uma demanda firme no mercado internacional, puxada pela China, e câmbio favorável à exportação, que torna o produto brasileiro competitivo.
Para o milho, a Anec também elevou sua estimativa semanal para outubro, de 1,968 milhão de toneladas para 2,314 milhões de toneladas, no entanto, o volume ainda representaria quase a metade dos 4,534 milhões embarcados um ano antes.
Pressionada por uma quebra na segunda safra do cereal, a exportação de milho deve acumular 14,9 milhões de toneladas no ano até outubro. No total de 2020, as vendas externas chegaram a 33,39 milhões.
Já para o farelo de soja, a associação estima embarques de 1,34 milhão de toneladas neste mês, volume semelhante ao de 1,33 milhão enviado ao exterior em outubro do ano passado, conforme os dados.
(Por Marta Nogueira e Nayara Figueiredo)
0 comentário
Soja fecha semana com fortes altas e Chicago acima dos US$ 12, depois dias de intensa volatilidade
Crédito caro e risco no campo desafiam setor de sementes de soja nos próximos anos
Soja sobe mais de 10 pts e julho retoma os US$ 12 em Chicago com nova alta do petróleo
Soja caminha de lado em Chicago nesta 6ª, após semana de intensa volatilidade
Colheita de soja gaúcha avança para 85% da área cultivada com tempo seco, diz Emater
Preços da soja acumulam até R$ 5/sc de queda no Brasil com baixas fortes em Chicago e dólar fraco