Farelo explode com mais de 2% de alta na CBOT diante do clima adverso na AMS e puxa soja
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Com o clima na América do Sul no centro das atenções do mercado na Bolsa de Chicago, os futuros da soja voltaram a subir no pregão desta terça-feira (14), puxadas pela nova disparada do farelo de soja. Perto de 12h40 (horário de Brasília), as altas do derivado estavam próximas de 3%, com o janeiro - contrato mais negociado neste momento - sendo cotado a US$ 373,00 por tonelada curta.
No mesmo momento, os futuros do grão subiam de 9,25 a 11,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro aos US$ 12,55 e o março a US$ 12,60 por bushel.
"O clima mudou novamente para o Sul da América do Sul. Modelos rodados hoje mostram menos chuvas para os próximos sete dias, menos em relação aos modelos rodados onte. Essa mudança volta a puxar o farelo de soja na CBOT, puxando o grão na carona", explica a Agrinvest Commodities.
As chuvas esperadas para partes da América do Sul chegaram a exercer pressão sobre os preços, porém, o mercado compreende e absorve que ainda deverão ser insuficientes para trazer alívio efetivo às perdas que já aparecem no campo.
Continuam sofrendo de forma bastante agressiva o sul do Brasil, em especial o Rio Grande do Sul, partes de Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Em diversas partes as perdas já são irreversíveis, segundo especialistas.
"No Rio Grande do Sul, o clima prejudica o avanço dos trabalhos com a soja. Na safra passada, o estado foi o segundo maior produtor nacional, ultrapassando as 20 milhões de toneladas e para a safra 21/22 a expectativa era boa. Entretanto, o país vive o segundo ano consecutivo de La Niña, o que impacta diretamente na escassez de chuvas no Sul, o que dificulta o progresso do plantio no Rio Grande do Sul e causa estresse nas lavouras de milho e soja", explica GInaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro.
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