Petróleo cai forte, pressiona as commodities e complexo soja tem 6ª feira de baixas em Chicago
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Os futuros da soja operam em queda nesta manhã de sexta-feira (19) na Bolsa de Chicago. Dando continuidade ao movimento de realização de lucros da sessão anterior, o mercado tinha baixas de 6,50 a 7,25 pontos nos principais contratos, com o janeiro valendo US$ 12,58 e o maio, US$ 12,79 por bushel.
Além da correção depois das altas fortes, não só a soja, mas os grãos todos negociados na CBOT sentem também a pressão do recuo intenso do petróleo, que inclusive já opera abaixo dos US$ 80,00 por barril. Assim, os derivados de soja também cedem e os futuros do óleo caem mais de 1%. No farelo, a perda era de 0,4%.
"A forte queda do petróleo traz pressão para os óleos vegetais. Os EUA, Índia China, entre outros países estão vendendo reservas estratégicas de petróleo em um movimento sincronizado, levando a commodity em NY para a menor cotação em mais de um mês", explica o time da Agrinvest Commodities.
Ao lado da baixa do petróleo, as informações de que a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) irá propor uma prorrogação no prazo de comprovação da aderência do mandatório de mistura de biodiese das refinarias de petróleo, ainda segundo a Agrinvest, também pesam. "A EPA irá propor que este prazo seja amarrado à definição, pelo presidente Biden, sobre os percentuais dos mandatórios para 2020 e 2021".
O peso do petróleo vinha sendo sentido além dos grãos negociados na Bolsa de Chicago. Na Bolsa de Nova York, perdiam mais de 1% os futuros do açúcar, enquanto recuava,m ainda o algodão, o suco de laranja e alguns contratos do café. Ao mesmo tempo, o dólar index subia mais de 0,5% e ajudava na pressão sobre as commodities.
Já no Brasil, a moeda americana tinha baixa de 0,33%, por voltade 9h50 (Brasília), e era cotado a R$ 5,55.
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