Soja: Mercado fecha em alta em Chicago e sobe mais de 1% no interior do Brasil
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Os preços da soja subiram de forma generalizada e consistente no mercado brasileiro nesta quarta-feira (15). As altas passaram de 1% entre as principais praças de comercialização com o mercado acompanhando os bons ganhos registrados na Bolsa de Chicago e neutralizando a perda do dólar frente ao real.
Além do avanço na CBOT, a demanda pela soja brasileira também está bastante aquecida neste momento, com as indústrias locais e as exportações disputando o restante da safra velha e ajudando na manutenção de cotações mais elevadas. Os prêmios para a soja 2020/21 também seguem altos e contribuem para indicativos se mantendo em patamares elevados e bastante remuneradores.
"A presença da China para embarque outubro no Brasil mantém os preços muito elevados", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, sobre as recentes compras da nação asiática no mercado nacional. Traders reportaram as compras de dez navios de soja brasileira pela China somente nesta semana, além do USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) ter reportado o cancelamento de duas compras da oleaginosa nesta quarta, sendo uma dos chineses e outra de destinos não revelados.
E a notícia dos cancelamentos parece não ter assustado o mercado de Chicago, uma vez que o mercado terminou o dia com ganhos de 8,25 a 11,75 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 12,94 e o maio/22, referência para a safra brasileira, a US$ 13,12 por bushel.
Como explicou Mário Mariano, diretor comercial da Agrosoya e da Novo Rumo Commodities, "os chineses não contavam com os estragos do furacão Ida e retomada plena das exportações americanas só em novembro. Agora, eles compram soja cara no Brasil para garantir seu abastecimento". No entanto, os maiores compradores do mundo sabem que terão de buscar soja nos EUA também.
TRIGO AJUDA A PUXAR A SOJA
Outro fator que ajudou a puxar os preços da soja na CBOT foi a alta forte do trigo nesta quarta-feira. Os futuros do cereal subiram diante de uma redução estimada para a oferta global.
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