Soja segue do lado positivo da tabela em Chicago e encontra suporte na demanda
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Os preços da soja seguem operando em campo positivo na Bolsa de Chicago no início da tarde desta sexta-feira (3). Ao longo do sessão, as cotações chegaram a subir mais de 10 pontos, mas por volta de 12h (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 6,50 e 7,25 pontos nas posições mais negociaodas. Assim, o novembro tinha US$ 12,89 e o maio/22 voltava aos US$ 13,10 por bushel.
"As altas refletem o otimismo com as exportações, com mais vendas sendo anunciadas pelo USDA hoje. De outro lado, os ganhos são limitados pelas preocupações com a logística e a disparada que promovem nos prêmios no Golfo. Novas estimativas sugerem que as instalações podem levar semanas para serem restauradas, o que poderia prejudicar ainda mais as exportações de trigo e soja", explicam os analistas do portal norte-americano Farm Futures.
A China fez sua segunda compra de soja nos EUA nesta sexta-feira, depois de ter buscado produto brasileiro nos últimos dias para embarque outubro, preocupada com a logística americana.
Ao longo da semana, os preços da soja cederam forte frente à paralisação das atividades no Delta do Mississippi depois da passagem do furacão Ida, que causou estragos consideráveis.
"Os impactos do furacão Ida nas estruturas de empresas exportadoras no Golfo dos Estados Unidos, que embarca 60% dos produtos americanos, foi o grande destaque da semana. Após dias de incertezas e de queda dos preços na Bolsa de Chicago, o mercado voltou a digerir melhor o cenário", informa a AgResource.
A proximidade da colheita e a chegada da oferta 2021/22 ao mercado também são acompanhadas pelos traders e acaba sendo um ponto limitador para as cotações.
Na outra ponta, atenção à demanda, ao financeiro e ao comportamento do dólar.
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