Soja: Dividido entre clima nos EUA, demanda e financeiro, Chicago fecha estável nesta 6ª
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Nesta sexta-feira (27), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão com leves perdas, de 3 pontos nos contratos mais negociados. O novembro/21, referência para a safra americana, encerrou o dia com US$ 13,23 e o março/22, referência para a temporada brasileira, com US$ 13,29 por bushel. O mercado testou baixas mais intensas ao longo dia, ainda dividido - como durante toda a semana - entre fundamentos e financeiro, sentindo pressão de um lado e estímulo de outro.
"O ajuste fino da safra e o comportamento da demanda serão os termômetros para os preços nos próximos três, quatro meses", afirma o diretor de operações da AgResource, Tarso Veloso.
A sexta-feira trouxe uma nova venda de soja dos EUA para a China informada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mas o clima favorável sendo esperado para o Corn Belt nos próximos dias pesou sobre os preços.
"A pressão vem pelo clima benéfico no final do enchimento de grãos nos EUA e por reportes de chuvas em algumas localidades do Brasil", explica a equipe da Agrinvest Commodities.
De acordo com analistas internacionais, as chuvas que chegam a importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, principalmente na metade oeste do país. Os mapas atualizados do NOAA, o serviço oficial de clima norte-americano, reforçam os bons acumulados esperados para as Dakotas, Minnesota, Iowa, Nebraska.
Veja a imagem abaixo, que traz a previsão de 27 de agosto a 3 de setembro.
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Por outro lado, o dia é positivo para os demais mercados, entre commodities e bolsas de valores, com praticamente tudo em alta. Em contrapartida, o dólar index - o índice dólar frente a uma cesta de moedas - tinha baixa de 0,46% na tarde desta sext-feira. Frente ao real, a perda era de 1,06%, levando a moeda americana a R$ 5,20.
O discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, direto do simpósio de Jacskon Hole, trouxe uma postura mais prudente sobre a economia norte-americana, ainda tratando a inflação do país como algo temporário, dá sinais de arrefecimento, mas que ao mesmo tempo a retomada do mercado do trabalho deve seguir turbulenta, como explicam os analistas.
Powell ainda citou as questões ligadas à variante delta podendo comprometer a recuperação da economia global e dos EUA, mas ainda assim sinalizou a retirada dos estímulos no final deste ano, mas sem definir uma data. Atualmente são compras mensais de US$ 120 bilhões em ativos.
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