Soja: Portos do BR testam melhores níveis em mais de 1 mês nesta 4ª para safras velha e nova
![]()
Depois de altas fortes e superiores a 1% durante quase todo o dia na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa terminaram o dia com estabilidade o pregão desta quarta-feira (11) e registrando tímidas oscilações. O novembro/21, referência para a safra americana, encerrou o dia com US$ 13,40. O mercado espera pelos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão divulgados nesta quinta (12) e se ajustou antes da chegada do boletim.
No Brasil, por outro lado, as cotações voltaram a subir, acompanhando o dólar - de novo acima dos R$ 5,20 - e as altas que mais cedo foram registradas em Chicago. O quadro apertado de oferta no Brasil com os remanescentes volumes de soja da safra 2020/21 também dão suporte às cotações no mercado nacional.
Nos portos, os preços também testaram níveis melhores nesta quarta, tanto para a soja disponível, quanto para a safra nova. Os indicativos, segundo relatou Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, chegou a marcar entre R$ 175,00 e R$ 176,00, nos embarques entre agosto e setembro. "São os melhores níveis em mais de um mês", explica Brandalizze. Na safra nova, as referências chegaram aos R$ 165,00 por saca.
"É uma semana boa, porque para quem faz média as cotações evoluíram e as médias são boas", diz o consultor. Mais do que isso, ele lembra ainda que o mercado deve seguir por mais duas semanas sobre a safra americana, quando aos poucos começa a dividir sua atenção com a brasileira, que inicia o plantio em cerca de um mês. "De setembro em diante a safra americana vai para enchimento de grão, primeiras colheitas, e aí pesa bastante o que será plantado por aqui e o clima", completa.
No interior, a soja no mercado físico registrou ganhos de até 1,89%, como foi o caso de Maracaju e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com os preços chegando aos R$ 162,00 por saca. Até mesmo onde os preços permaneceram estáveis, se mantiveram elevados, como foi o caso de Ponta Grossa, no Paraná, onde a referência segue nos R$ 170,00.
MERCADO EM CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, o mercado encontrou espaço para suporte nas novidades que continuam chegando da demanda, com uma nova venda de soja dos EUA para a China informada nesta quarta-feira de 132 mil toneladas pelo USDA.
Desde a semana passada, as vendas de soja reportadas pelo USDA passam de 1 milhão de toneladas. E como explica o time da Agrinvest Commodities, os chineses seguem fazendo suas compras nos EUA para embarques a partir de outubro, principalmente, e ainda foca o mercado brasileiro para embarques até setembro e a partir de março de 2022, diante da competitividade dos preços de ambos os fornecedores.
"A cobertura de soja por parte das indústrias processadoras na China está bem curta", afirma a Agrinvest.
Do mesmo modo, os traders também dividem suas atenções com o novo reporte do USDA que chega nesta quinta-feira (12).
As condições climáticas não foram as mais adequadas para a nova temporada, tanto na soja, quanto no milho, os índices de lavouras em boas ou excelentes condições é bem menor do que no mesmo período do ano passado e por isso que há uma expectativa grande sobre uma correção nas produtividades de ambas as culturas a serem divulgadas nesta quinta-feira, dia 12.
"Apesar de todas as críticas que o USDA sofre em seus esforços para estimar as safras (e eu tenho várias de minhas próprias críticas), é importante parar um momento e entender a dificuldade de chegar a uma estimativa decente, especialmente no início de agosto. Os tours privados da safra e as avaliações semanais das condições da safra do USDA têm seu lugar, mas oferecem benefícios limitados", lembra o analista líder de grãos do portal DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman.
Veja as expectativas completas do mercado para o reporte:
0 comentário
Soja volta a subir em Chicago nesta 4ª feira e, combinada com alta do dólar, puxa preços no Brasil
Julho chega com "Weather Market" definitivo: Clima nos EUA assume o controle dos preços na Bolsa de Chicago
Soja inicia julho com estabilidade na Bolsa de Chicago após relatório do USDA, de olho no clima
Apesar do USDA "baixista", soja sobe em Chicago nesta 3ª, esperando números mais pesados
Exportação de soja do Brasil em junho fica abaixo do previsto devido à chuva, aponta Anec
Soja opera em campo positivo na Bolsa de Chicago, apesar do USDA e da baixa do óleo