Exportação de soja do Brasil tem pior janeiro desde 2014, com atraso na colheita

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil recuaram 96,5% em janeiro no comparativo anual, para 49,5 mil toneladas, conforme dados divulgados nesta segunda-feira pelo governo federal, o menor resultado para o primeiro mês do ano desde 2014, em meio a um forte atraso na colheita do principal produtor e exportador da oleaginosa.
Em janeiro de 2014, o país embarcou 30,58 mil toneladas de soja, segundo dados do governo. O volume comercializado no mês passado também é inferior ao visto em dezembro, de 270 mil toneladas.
Os trabalhos de colheita da safra 2020/21 foram afetados pela semeadura tardia na maior parte das regiões produtoras, em função de uma seca ocorrida no início da temporada. Além disso, chuvas acima da média contribuíram para dificultar o acesso às lavouras no mês passado.
A combinação destes fatores fez com que a colheita brasileira da oleaginosa atingisse o ritmo mais lento dos últimos dez anos, segundo a consultoria AgRural, reduzindo a disponibilidade de grãos para exportação.
O atraso na colheita tem estressado o mercado, uma vez que a programação de navios nos portos brasileiros para fevereiro indica demanda para exportação de mais de 8 milhões de toneladas de soja.
Já os embarques de milho subiram 20,9% em janeiro, para 2,55 milhões de toneladas.
As vendas externas de açúcar avançaram 31,2% em relação ao mesmo período do ano passado, para 2,1 milhão de toneladas, mostraram os dados.
(Por Nayara Figueiredo, Gabriel Araujo e Roberto Samora)
0 comentário
Soja fecha semana com fortes altas e Chicago acima dos US$ 12, depois dias de intensa volatilidade
Crédito caro e risco no campo desafiam setor de sementes de soja nos próximos anos
Soja sobe mais de 10 pts e julho retoma os US$ 12 em Chicago com nova alta do petróleo
Soja caminha de lado em Chicago nesta 6ª, após semana de intensa volatilidade
Colheita de soja gaúcha avança para 85% da área cultivada com tempo seco, diz Emater
Preços da soja acumulam até R$ 5/sc de queda no Brasil com baixas fortes em Chicago e dólar fraco