Soja intensifica perdas em Chicago com clima na América do Sul e relações ChinaxEUA

As cotações da soja, nesta quarta-feira (2), vem intensificando suas perdas na Bolsa de Chicago, voltando a operar abaixo dos US$ 11,50 por bushel nos contratos mais negociados. Perto de 10h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 14,75 e 16,25 pontos, levando o janeiro a US$ 11,47 e o março a US$ 11,48 por bushel.
Parte dessas perdas mais intensas, como explicam analistas da Agrinvest Commodities, vem da piora nas relações entre China e Estados Unidos. Desde a semana passada, o governo norte-americano vem acusando a China de "manipulador cambial" em um artigo publicado por Wilbur Ross, Secretário de Comércio americano, no site do departamento e a nação asiática exigiu que a acusação fosse retirada.
A condição seguiu com declarações de Donald Trump afirmando que colocará empresas de tecnologia em uma lista de companhias proibidas de fazer negócios. As empresas, de acordo com o presidente americano, estariam ligadas ao exército chinês. Em contrapartida, a China também já colocou em prática leis que impeçam negócios "com empresas estrangeiras que não alinhadas com Pequim", explicaram os analistas da Agrinvest.
"A China não deu detalhes, mas poderia estar preparando mecanismos de retaliação contra empresas concorrentes, nos moldes da blacklist americana", explica a consultoria.
Agora, o mercado começa também a especular como serão as relações comerciais entre China e Estados Unidos a partir do momento em que o democrata Joe Biden assumir a Casa Branca, com a possibilidade, inclusive, de uma revisão da fase um do acordo comercial entre os dois países.
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Além destas relações, o mercado também acompanha e monitora o comportamento da demanda. Na demanda, por mais que as necessidades chinesas continuem fortes, sua ausência nos anúncios diários do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também tiram um pouco de força do mercado. Além disso, o produto brasileiro se mostra mais barato para os chineses a partir de fevereiro e março de 2021.
Paralelamente, mas não menos importante, os traders continuam monitorando as condições de clima melhorando na América do Sul. Boas chuvas são registradas, principalmente, no Sul do Brasil e começam a dar algum fôlego às lavouras e aos trabalhos de campo que ainda precisam ser realizados. Todavia, ainda não se observa uma regularização
Alguns números revisados de consultorias particulares já indicaram, inclusive, um aumento em suas projeções para a nova safra brasileira, o que surpreendeu alguns. De outro lado, outras trouxeram baixas consideráveis, levando a colheita do Brasil a menos de 130 milhões.
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A partir de quinta-feira (3) as previsões indicam precipitação de até 70 mm para áreas do Rio Grande do Sul, com expectativa de chuva para todas regiões do estado. A tendência é de avanço do sistema ainda na quinta-feira para Santa Catarina e Paraná, com acumulados entre 20 e 40 mm.
"A boa notícia é que a partir do próximo domingo, dia 6 de dezembro, as condições meteorológicas mudam. O enfraquecimento do ar quente e seco que predomina sobre a Região volta a permitir a chegada de umidade ao Centro-Oeste", complementa a Climatempo.
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