Soja intensifica perdas na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira e recuo passa de 1%

O mercado da soja vai intensificando suas baixas no pregão desta segunda-feira (30) na Bolsa de Chicago. Por volta de 13h20 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 12,75 e 15,25 pontos nas posições mais negociadas, levando o janeiro a US$ 11,76 e o março a US$ 11,77 por bushel.
Além das correções típicas do final do mês no mercado futuro, depois das altas intensas acumuladas nos últimos meses, o mercado também reflete uma melhora das condições de clima na América do Sul e também a falta de novas vendas de soja dos EUA para a China nos anúncios diários do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
De acordo com informações da PÁTRIA Agronegócios, já há melhoras significativas para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com ocorrência de chuvas mais significativas. E para os próximos cinco dias, são esperadas precipitações entre 80 e 120 mm.
"O mesmo padrão vem sendo projetado para todo norte e nordeste de soja da Argentina, assim como toda a regiã produtora de soja do Paraguai. As boas notícias não param por aí, uma vez que chuvas de mesma intensidade se espalham pelo sul do Mato Grosso do Sul e todo estado de São Paulo", explica Matheus Pereira, diretor da consultoria.
Ainda assim, algumas regiões produtoras ainda sofrem com a irregularidade das chuvas e com a ameaça ao potencial produtivo da safra 2020/21.
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Além das questões climáticas, relações mais desalinhadas entre China e Estados Unidos também pesam sobre as cotações em Chicago. Desde a última semana, uma série de notícias vem mostrando novas e acirradas tensões entre Pequim e Washigton, o que acaba servindo de combustível para os movimentos de realização de lucros da oleaginosa na CBOT.
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