Deral mantém estimativa para soja do Paraná e diz que será difícil repetir 19/20

Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Paraná 2020/21 foi estimada nesta quinta-feira em 20,47 milhões de toneladas, praticamente estável ante a projeção de outubro, com técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) confirmando que dificilmente a produção recorde de 2019/20 vai se repetir, pois mais umidade é necessária.
"As chuvas nas últimas semanas, em novembro e parte de outubro, possibilitam o avanço no plantio e deram condições para praticamente encerrar (a semeadura). Mas, segundo os técnicos, ainda não são suficientes para dizer que pode garantir a safra. Ainda temos que torcer para melhor regularidade no regime de chuvas", disse o economista do Deral Marcelo Garrido.
Conforme a meteorologia, há a expectativa de maior umidade chegando ao Estado na semana que vem.
A previsão de safra do Deral aponta ainda uma queda de 1% ante a safra colhida no ano passado.
Após um atraso inicial, o plantio de soja está praticamente concluído no segundo produtor de soja do Brasil atrás apenas de Mato Grosso, informou mais cedo nesta semana o órgão estadual.
Mas agora 4% da área está em condições ruins, ante 3% na semana anterior, embora tenha havido uma alta de dois pontos percentuais das áreas em situação "boa" ante a semana passada, para 72% --o restante foi avaliado como "média".
"Os produtores e técnicos falam que dificilmente teremos repetição da safra do ano passado, provavelmente isso não aconteça. Mas pode ser, se o clima contribuir, que tenhamos uma safra boa, com bom volume, dentro daquele intervalo que trabalhamos de produtividade inicial", disse.
No mesmo período do ano passado, também havia 4% da área em condição ruim, mas o percentual em boa situação era maior, de 77%.
A estimativa da primeira safra de milho foi reduzida levemente, para 3,39 milhões de toneladas, ante 3,46 milhões em outubro, versus 3,56 milhões em 2019/20.
A safra de trigo do Paraná deste ano foi ajustada para 3,05 milhões de toneladas, ante 3,13 milhões de toneladas na previsão de outubro, mas um salto de 43% ante 2019, quando a colheita foi atingida por intempéries climáticas no principal produtor brasileiro do cereal.
Já a segunda safra de milho 2019/20 foi projetada em 11,66 milhões de toneladas, estável ante previsão de outubro, mas uma queda de 12% na comparação anual.
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