Soja: Com suporte dos fundamentos, Chicago volta a subir nesta 4ª feira

Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (4). Perto de 10h (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 6,50 e 7 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 10,66 e o maio/21 a US$ 10,61 por bushel.
O mercado continua bastante focado em seus fundamentos - o que mantém os preços firmes e sustentados -, mas ainda assim a eleição presidencial norte-americana mantém os traders cautelosos, especialmente depois das boas altas registradas ontem.
"O agito da madrugada está em torno da confusão generalizada na eleição presidencial dos EUA. Com isso, os mercados estão na defensiva", afirma o consultor Steve Cachia, da Cerealpar.
Ele explica ainda que "o mercado internacional de grãos terá dificuldade hoje para se dissociar do efeito psicológico da eleição americana, a não ser que o resultado final saia logo e as atenções se voltem aos fundamentos, que tirando momentos de garantia de lucro, têm tudo para continuarem na direção altista", complementa.
Atenção ainda sobre as questões ligadas ao clima no Brasil para o andamento do plantio, que apesar de melhores ainda inspiram a preocupação de produtores de algumas regiões importantes, em função da influência do La Niña. Na outra ponta, demanda intensa nos EUA e a possibilidade de que os chineses tenham que comprar por mais tempo no mercado americano diante do atraso da semeadura no Brasil.
0 comentário
Preços da soja caem em Chicago, mas alta do dólar mantém equilíbrio no mercado brasileiro
Soja busca sustentação em Chicago nesta 4ª, com suporte do farelo, de olho no clima e no cenário externo
Soja em Chicago e dólar sobem nesta 3ª feira, mas preços no BR ainda são limitados por alta disponibilidade
Imea estima safra de soja 26/27 de Mato Grosso 5,2% menor do que a anterior com El Niño no radar
Anec faz leve redução na previsão de embarques de soja do Brasil em junho
Soja segue estável em Chicago, sustentando leves altas; no Brasil atenção ao dólar